Venezuela

Menino de 12 anos é resgatado com vida após cinco dias soterrado sob os escombros em La Guaira

Carlos, de 12 anos, foi resgatado na noite desta segunda-feira por equipas do Equador e da República Dominicana em Macuto, no estado de La Guaira, numa operação que trouxe de volta a esperança no meio da tragédia sísmica que assola a Venezuela.

Na noite desta segunda-feira, 29 de junho, uma notícia encheu de esperança toda a Venezuela, trata-se da descoberta de um rapaz de 12 anos identificado como Carlos Miguel Colmenares, que foi resgatado com vida após passar cinco dias preso entre os escombros de um edifício residencial na freguesia Macuto, município de Vargas, no estado de La Guaira. 

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A descoberta, considerada uma das mais encorajadoras desde os terramotos que devastaram várias regiões da Venezuela, reavivou a fé das equipas de salvamento e das famílias que ainda aguardam notícias dos seus entes queridos.

A operação foi levada a cabo pela equipa Usar ECU-01 do Corpo de Bombeiros de Quito, em coordenação com especialistas da República Dominicana. Foram horas de trabalho intenso sob os escombros, em meio à incerteza e ao esgotamento físico, até que finalmente conseguiram localizar o menor.

«Há alguns minutos, após horas de trabalho, a nossa equipa Usar ECU-01, em coordenação com a equipa da República Dominicana, conseguiu resgatar com vida Carlos, de 12 anos, que se encontrava preso sob os escombros na zona de Macuto, La Guaira, Venezuela», informou a instituição através da sua conta oficial na rede social X.

As imagens do resgate comoveram o país. Após uma operação de resgate minuciosa, Carlos foi colocado numa maca rígida, enquanto dezenas de pessoas acompanhavam a operação com cautela, mas emocionadas com a descoberta. 

O menor foi imediatamente transportado para uma ambulância para receber cuidados médicos especializados por parte das autoridades venezuelanas.

Os bombeiros equatorianos não esconderam a sua emoção. Encontrar um sobrevivente cinco dias após o terramoto representa um incentivo moral inestimável para continuar os trabalhos de busca no meio da tragédia.

«Cinco dias após o sismo, encontrar sinais de vida é o maior incentivo para continuarmos em frente. Cada pessoa resgatada representa uma família que volta a ter esperança e nos diz que vale a pena continuar a procurar. Enquanto houver uma possibilidade, continuaremos a procurar», afirmaram os socorristas numa mensagem publicada nas redes sociais.

O resgate de Carlos ocorre num contexto de dor e destruição. De acordo com o mais recente relatório oficial do Governo bolivariano, os terramotos que assolaram a Venezuela deixaram um balanço de 1 719 mortos, 5 034 feridos e danos materiais consideráveis em várias regiões do país. Equipas de resgate nacionais e internacionais continuam mobilizadas nas zonas mais afectadas, numa corrida contra o tempo para localizar mais sobreviventes.

A solidariedade internacional também não se fez esperar. Governos e organizações da América Latina, Europa e Ásia enviaram ajuda humanitária.

Cada resgate, cada vida salva, é um lembrete de que, mesmo no meio da maior adversidade, a solidariedade e o trabalho colectivo conseguem abrir caminho entre os escombros.

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