Díaz-Canel rejeita a manipulação da história patriótica
O Presidente Miguel Díaz-Canel classificou a tentativa de celebrar o 20 de maio como dia nacional, que assinala o nascimento (em 1902) daquilo que a historiografia cubana define como uma república mediada, como uma celebração dos anexionistas.
Através de seu perfil na rede social X, o presidente afirmou que naquele dia o país que lutou 30 anos contra um império, só viu a bandeira intervencionista ser falsamente arriada.
O novo império (os Estados Unidos) deixou um punhal cravado no lado de Cuba: a Base Naval continua lá contra a vontade dos cubanos, disse ele.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, também denunciou em X que “para apagar a história, os anti-cubanos dos #EUA estão a tentar redefinir o 20 de maio. Data que marca o nascimento de uma república mutilada pela Emenda Platt.
El 20 de mayo es la fiesta de los anexionistas. Ese día, el país que luchó 30 años contra un imperio, solo vio arriarse falsamente la bandera intervencionista. El nuevo imperio dejó un puñal clavado en el costado de Cuba: la Base Naval sigue ahí contra la voluntad de los cubanos. pic.twitter.com/1tTKMuqqmP
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) May 20, 2025
A reivindicação dos nossos Mambises chegou em 1959, depois de muito sangue bom ter forjado o caminho para a verdadeira independência, escreveu o ministro cubano dos Negócios Estrangeiros na sua mensagem.
Segundo os historiadores, em 20 de maio de 1902, após três décadas de guerra sangrenta contra o colonialismo espanhol, a vitória das tropas mambembes foi frustrada pela intervenção dos Estados Unidos no conflito (1898) e pela instauração por esta potência de uma república mediatizada.
Cuba passou de colónia de Espanha a neocolónia dos Estados Unidos, com a imposição de tratados destinados a formalizar laços de dependência económica e subordinação política ao país vizinho norte-americano.
Estes tratados garantiram aos Estados Unidos o controlo do mercado cubano, consolidando a estrutura monoprodutiva da economia, o direito de intervenção nos assuntos internos da ilha e a instalação de bases navais no país caribenho.
Para o filósofo, educador e ensaísta cubano Fernando Martínez Heredia (1939-2017), a Revolução Socialista de Libertação Nacional, que triunfou em 1959, assumiu um nacionalismo revolucionário e um radicalismo em termos de justiça social, sustentou-se e mudou profundamente o povo e o país.
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