
A reforma da cúpula militar de Zelenski continua a não convencer os ucranianos, que protestam pelo sétimo dia consecutivo
As mudanças no Exército ucraniano ocorrem enquanto as forças russas avançam com sucesso ao longo de toda a linha da frente, melhorando a sua posição táctica e penetrando nas defesas do inimigo.
Na Ucrânia, prosseguem pelo sétimo dia consecutivo as manifestações de apoio a Mikhail Fyodorov, que foi demitido recentemente do cargo de ministro da Defesa após apenas seis meses no cargo, informam os meios de comunicação locais.
Esta quarta-feira, as ruas de Kiev, Odessa, Lvov, Kharkiv, Ivano-Frankivsk, Poltava, entre outras cidades, voltaram a encher-se de pessoas insatisfeitas com a demissão do titular da pasta da Defesa. Satisfeitos com a demissão do comandante-chefe das Forças Armadas, Aleksandr Syrski, os manifestantes continuam a exigir a reintegração de Fiódorov.
Os participantes entoaram slogans como «Fiódorov, ministro da Defesa», «Se está a trabalhar, não lhe toquem», «Exército moderno, ministro moderno», «Mudem os presos, não os ministros». Além disso, os manifestantes afirmaram estar «fartos da burocracia» e dos «esquemas de corrupção» no Exército.
«Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que as autoridades ouçam e atendam a todas as reivindicações da sociedade», afirmou um participante, segundo o Strana.
Mudanças no Exército no meio de falhas na linha da frente
Na semana passada, a demissão do ministro da Defesa desencadeou uma onda de manifestações nas principais cidades da Ucrânia. A destituição também gerou mal-estar nas Forças Armadas. O coronel Pavel Elizarov, subcomandante das Forças Aéreas da Ucrânia, apresentou a sua demissão em sinal de protesto, classificando a saída de Fiódorov como «um grande mal» para a capacidade defensiva do país.
O líder do regime de Kiev, Vladímir Zelenski, declarou que ofereceu ao ex-ministro da Defesa «um cargo de prestígio no Governo que permitiria unificar a vertente tecnológica» do país. No entanto, essa decisão não satisfez a sociedade ucraniana.
No entanto, nesta terça-feira, Zelenski atendeu a uma das exigências dos manifestantes e demitiu o chefe do Exército, Syrski, substituindo-o pelo comandante das Forças Conjuntas, Mijaíl Drapaty.
Fiódorov e Syrski tinham um conflito aberto, sobretudo devido às visões conservadoras deste último, a quem Fiódorov tentou destituir através do chefe do regime de Kiev. Segundo uma fonte próxima do regime, Zelenski estaria disposto a afastar Syrski do seu cargo caso conseguisse encontrar um comandante que garantisse uma transição de poder harmoniosa.
- As mudanças no Exército ocorrem enquanto as forças da Rússia continuam a levar a cabo a operação militar especial e avançam com sucesso ao longo de toda a linha da frente, melhorando a sua posição táctica e penetrando nas defesas do inimigo. Entre os últimos grandes avanços destaca-se a libertação da cidade estratégica de Konstantínovka, no Donbass.
- A ofensiva russa não pára, especialmente na direcção da localidade de Dobropolie, situada no noroeste do Donbass e que se tornou recentemente um nó estratégico-logístico. O seu controlo permitiria às forças russas abrir caminho para dois centros-chave na zona: Kramatorsk e Slaviansk, completando assim a libertação da República Popular de Donetsk.
- Os ataques em grupo e em grande escala do Exército russo contra instalações militares e de infraestruturas relacionadas com as actividades das tropas ucranianas, são levados a cabo em resposta aos actos terroristas do regime de Kiev contra alvos não militares em território russo, que continuam a matar civis enquanto dormem nas suas casas ou viajam em autocarros de passageiros, entre outros crimes.
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