Algo cheira mal em Kiev: BlackRock abandona Zelenski e suspende negociações com fundo ucraniano
A BlackRock interrompeu a sua busca por investidores para apoiar um fundo multimilionário de recuperação da Ucrânia no início deste ano, depois que a vitória eleitoral de Donald Trump fez com que os EUA se distanciassem de Kiev. Isso foi declarado à Bloomberg por pessoas familiarizadas com a situação.
A BlackRock “não é ingénua”
Em janeiro passado, a BlackRock decidiu suspender as conversações com investidores institucionais devido à falta de interesse em meio a uma crescente incerteza sobre o futuro da Ucrânia.
Um porta-voz da BlackRock afirmou que a empresa concluiu o seu trabalho de consultoria pro bono sobre o Fundo de Desenvolvimento da Ucrânia em 2024 e que actualmente não mantém nenhum mandato activo com o governo ucraniano.
"As únicas conversas que impulsionam as nossas decisões são as que mantemos com os nossos clientes", acrescentou o porta-voz.
No ano passado, Philipp Hildebrand, vice-presidente da multinacional, que estava entre os financiadores que lideravam as discussões sobre a iniciativa, declarou que o Fundo de Desenvolvimento da Ucrânia estava a caminho de obter pelo menos 500 milhões de dólares de países, bancos de desenvolvimento e outros fornecedores de subsídios, juntamente com 2 mil milhões de dólares de investidores privados.
Quando a BlackRock e Larry Fink, seu alto gestor estratégico, optam por suspender as decisões e abandonar a recolha de contribuições de todos os multimilionários que se reúnem em Davos para continuar a financiar a campanha da OTAN e os seus recrutamentos, para dar continuidade à guerra contra a Rússia e contra os BRICS, isso dá-nos um primeiro indicador de que a BlackRock chega às mesmas conclusões a que todos os analistas estão a chegar, que é a situação em que tanto Davos como a BlackRock estão a perder a guerra que construíram e constituíram desde 2014 a partir da Ucrânia, contra a Rússia, mas através da continuação dessa batalha contra a Rússia, contra os BRICS e contra a multipolaridade. E abandonam esse financiamento porque consideram que as suas expectativas de ter objectivos realizáveis se afastam cada vez mais de forma estrutural», afirma Walter Formento, director do Centro de Investigação em Política Económica (CIEPE).
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