Ataques a hospitais em Gaza deixam recém-nascidos sem incubadoras
Apenas 36 incubadoras continuavam em funcionamento no norte do enclave, em comparação com as 126 disponíveis antes de outubro de 2023.
Primeiro foram dois bebés a partilhar a mesma incubadora. Depois aumentou para três e, na semana passada, cinco bebés no mesmo espaço.
A Dra. Joan Perry relatou esta experiência vivida no norte da Faixa de Gaza, onde trabalha com o apoio da Médicos Sem Fronteiras, após os ataques perpetrados por “Israel” contra centros de saúde.
Segundo o seu relato, restaram apenas 36 incubadoras operacionais no norte do enclave, em comparação com as 126 disponíveis antes de outubro de 2023.
Perry alertou que o risco de infecção aumenta quando vários bebés partilham uma incubadora, especialmente porque os seus sistemas imunitários — sobretudo os dos prematuros, ainda não estão desenvolvidos.
🔴UNO DE CADA CUATRO NIÑOS MENORES DE 5 AÑOS EN GAZA PRESENTA SÍNTOMAS DE INANICIÓN
— Al Mayadeen Español (@almayadeen_es) July 26, 2025
‼La desnutrición severa entre niños menores de cinco años ha aumentado drásticamente en la ciudad de Gaza.
‼Médicos Sin Fronteras (MSF) informa que los casos en su clínica se han triplicado… pic.twitter.com/aVditKSkyU
Durante a sua terceira visita a Gaza no último ano, a médica notou uma diferença alarmante: muitas grávidas apresentavam baixo peso e anemia grave.
Além disso, as mulheres grávidas viviam em condições precárias: em abrigos ou tendas superlotadas, com pouco ou nenhum acesso a água potável para a sua higiene.
Outro dos desafios mais urgentes era a escassez de combustível, indispensável para operar os geradores a diesel que mantêm os hospitais em funcionamento.
Esta carência provocou cortes de energia que, em muitas ocasiões, acabaram com a vida de recém-nascidos que dependiam de oxigénio.
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