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Ataques a hospitais em Gaza deixam recém-nascidos sem incubadoras

Apenas 36 incubadoras continuavam em funcionamento no norte do enclave, em comparação com as 126 disponíveis antes de outubro de 2023.

Primeiro foram dois bebés a partilhar a mesma incubadora. Depois aumentou para três e, na semana passada, cinco bebés no mesmo espaço.

A Dra. Joan Perry relatou esta experiência vivida no norte da Faixa de Gaza, onde trabalha com o apoio da Médicos Sem Fronteiras, após os ataques perpetrados por “Israel” contra centros de saúde.

Segundo o seu relato, restaram apenas 36 incubadoras operacionais no norte do enclave, em comparação com as 126 disponíveis antes de outubro de 2023.

Perry alertou que o risco de infecção aumenta quando vários bebés partilham uma incubadora, especialmente porque os seus sistemas imunitários — sobretudo os dos prematuros, ainda não estão desenvolvidos.

Durante a sua terceira visita a Gaza no último ano, a médica notou uma diferença alarmante: muitas grávidas apresentavam baixo peso e anemia grave.

Além disso, as mulheres grávidas viviam em condições precárias: em abrigos ou tendas superlotadas, com pouco ou nenhum acesso a água potável para a sua higiene.

Outro dos desafios mais urgentes era a escassez de combustível, indispensável para operar os geradores a diesel que mantêm os hospitais em funcionamento.

Esta carência provocou cortes de energia que, em muitas ocasiões, acabaram com a vida de recém-nascidos que dependiam de oxigénio.

Fonte:

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