Construir alianças produtivas e comerciais que contribuam para o desenvolvimento do país
Em declarações à imprensa cubana durante a jornada inaugural da Fihav 2025, Díaz-Canel destacou a importância de realizar o evento, apesar das complexidades que o país atravessa atualmente.
Como uma expressão da «nossa resiliência, do nosso conceito de resistência criativa», classificou o Primeiro Secretário do Comité Central do Partido Comunista e Presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, a decisão de realizar uma nova edição da Feira Internacional de Havana, Fihav 2025.
As suas palavras, nas quais destacou a pertinência de realizar o evento, foram proferidas em declarações à imprensa cubana no contexto da jornada inaugural do evento, que decorre desde esta segunda-feira até ao próximo dia 29 de novembro.
Em apoio a essa decisão do Governo da Maior das Antilhas, o mandatário assegurou que Cuba resiste aos ataques, incluindo o recrudescimento do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pela administração norte-americana, não só para suportá-lo e enfrentá-lo, mas também para superar com criatividade as adversidades e as circunstâncias que essa política nos impõe.
Isso, sublinhou, deve ser feito com desenvolvimento; com alianças; com ciência e inovação, bem como aumentando a productividade e a produção. E seguindo esse objetcivo, a Feira permite-nos, em primeiro lugar, mostrar o nosso potencial e capacidades e, ao mesmo tempo, conhecer os de outras nações e, com isso, poder construir alianças productivas e comerciais que contribuam para o desenvolvimento do país.
«Não fazê-lo seria condenar o futuro e também o presente, porque a partir do presente estamos a trabalhar para o futuro e, além disso, não podemos nos intimidar com nada, não podemos nos deter nem por furacões nem por bloqueios recrudescidos», considerou.
É precisamente esse, avaliou, o desafio que nos foi imposto às gerações que hoje partilham o processo da Revolução cubana: «que, em meio a estas condições, sejamos capazes de seguir em frente, e para seguir em frente é preciso fazer coisas como estas, e fazê-las com coragem, criatividade e disposição».
De maneira particular sobre o percurso por vários pavilhões da Feira, que havia terminado pouco antes, e a presença de vários empresários estrangeiros no nosso país, o Chefe de Estado considerou que isso é uma demonstração de que «eles continuam confiando em Cuba».
«Aqui estão empresários com quem temos dívidas, aqui estão empresários com quem não conseguimos cumprir todos os nossos compromissos e, no entanto, estão em Cuba», reconheceu o Presidente Díaz-Canel.
E eles estão em Cuba – afirmou – por várias razões: «primeiro porque têm um sentimento de verdadeiro compromisso com Cuba e, segundo, porque sabem que este é um país honesto; este é um país onde também se respeitam os direitos dos empresários, onde existe toda uma comunicação que, independentemente de se mover no âmbito do comércio e dos negócios, também há solidariedade, há respeito, há fraternidade e há decência, há muita decência».
E isso, afirmou, também é comprometedor; muitos deles «estão há décadas em Cuba, apostaram em Cuba, fizeram parte da sua vida e também parte dos resultados dos seus negócios em Cuba, e isso está acima de outras coisas».
Por isso, o seu reconhecimento à vontade daqueles que nos acompanham, apesar das pressões que sofrem devido ao bloqueio, e aqui estão connosco. «Virão tempos melhores e também poderemos avançar mais», avaliou.
Por fim, comentou sobre a presença na Fihav 2025 de empresários cubanos residentes no exterior, o que vai formando o conjunto de atores económicos que temos que ter no nosso país, nas condições em que podemos construir o socialismo nestes tempos.
Nós – refletiu – temos que «construir o que é possível, defender o que é possível nestas circunstâncias, sem renunciar ao que queremos no futuro», do qual também faz parte o desenvolvimento da quadragésima primeira edição da Feira Internacional de Havana.
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