Cuba acusa os EUA de pirataria marítima contra a Venezuela no Caribe
Havana, 22 de dezembro (Cuba Soberana) Cuba denunciou o roubo de um navio petroleiro no Mar das Caraíbas proveniente da Venezuela, fato que classificou como pirataria e terrorismo marítimo perpetrado por forças dos Estados Unidos, destacam hoje os meios de comunicação.
O presidente Miguel Díaz-Canel denunciou ontem nas redes sociais o novo acto, que afirmou «constituir uma grave violação do Direito Internacional e merecer a condenação de todos os povos amantes da paz».
«Denunciamos o roubo do navio petroleiro venezuelano em águas do Caribe por forças dos EUA. É um ato de pirataria e terrorismo marítimo, uma grave violação do Direito Internacional e merece a condenação do mundo inteiro. Chega de agressões imperiais!», escreveu o presidente na sua conta oficial do X.
El nuevo acto de piratería y terrorismo marítimo en aguas del Mar Caribe por fuerzas de #EEUU contra un buque petrolero que zarpó de #Venezuela, es una grave violación del Derecho Internacional y merece la total condena mundial.
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) December 21, 2025
Deben detenerse estas amenazas a la paz regional. pic.twitter.com/z69h232znS
Por sua vez, a vice-presidente executiva da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou que o assalto foi executado por militares norte-americanos em águas internacionais, classificando-o como um crime contra a humanidade, a navegação e a soberania dos povos.
Rodríguez destacou que o ataque viola flagrantemente o artigo 3.º da Convenção para a Repressão de Atos Ilícitos contra a Segurança da Navegação Marítima de 1988, bem como o artigo 2.º da Carta das Nações Unidas, a Convenção de Genebra sobre o Alto Mar e a Declaração sobre os Princípios do Direito Internacional relativos às Relações de Amizade entre os Estados.
Além disso, condenou o «modelo colonialista» que Washington impõe por meio da intimidação e do uso ilegítimo da força, reafirmando que a Venezuela continuará seu desenvolvimento económico e energético de forma independente e soberana, apoiada por seu povo e aliados internacionais.
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