Cuba denunciou na ONU a escalada agressiva dos EUA
Nações Unidas, 27 de maio (Cuba Soberana) O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, denunciou no Conselho de Segurança da ONU a escalada agressiva do Governo dos Estados Unidos contra o seu país e apelou à solidariedade da comunidade internacional.
«Cuba não é nem pode ser uma ameaça. Não é inimiga dos Estados Unidos nem pretende sê-lo», afirmou Rodríguez, que interveio nesta reunião ministerial de alto nível convocada pela China, país que detém a presidência pro tempore do Conselho de Segurança este mês.
O ministro dos Negócios Estrangeiros apelou «à comunidade internacional para que se mobilize a fim de impedir uma catástrofe humanitária», face ao «bloqueio energético, às ameaças militares e à manipulação política contra a Revolução cubana».
Salientou que o Governo dos Estados Unidos, «na prática, está a comprometer a paz e a segurança internacionais e a violar o Direito Internacional e o Direito Internacional Humanitário no que diz respeito à República de Cuba».
Mais tarde, salientou que «a apresentação de acusações criminais contra o líder da Revolução cubana, o General do Exército Raúl Castro Ruz, é um acto moralmente infame e juridicamente arbitrário».
Ele advertiu que «se trata de uma decisão motivada por razões políticas, fraudulenta e destinada a enganar os cidadãos norte-americanos e estrangeiros 30 anos após os acontecimentos».
«O cerco petrolífero ou energético que os Estados Unidos impõem a Cuba equivale, nos seus efeitos, a um bloqueio naval, o que constitui um acto de guerra e de genocídio», acrescentou o chefe da diplomacia cubana, que insistiu que «uma agressão militar provocaria um banho de sangue».
Rodríguez salientou que «o presidente que desse essa ordem de ataque militar, bem como o ministro dos Negócios Estrangeiros e o ministro da Guerra que o instigassem a fazê-lo, passariam à história como criminosos de guerra, autores diretos de crimes contra a humanidade».
«Chegou a hora de demonstrar solidariedade para com Cuba, que sempre demonstrou solidariedade para com todos», afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros perante o Conselho de Segurança.
Ao exortar a ONU a cumprir o seu papel na manutenção da paz, apelou à organização para que cumpra o seu papel em relação a Cuba e afirmou: «Que ninguém duvide de que, caso se chegue a uma situação que esperamos nunca venha a ocorrer, o povo de Cuba lutará até às últimas consequências».
No encontro, que contou com a participação do secretário-geral da ONU, António Guterres, foram abordados a defesa dos objectivos e princípios da Carta das Nações Unidas e o reforço do sistema internacional centrado na organização.
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