Cuba garante a continuidade do seu turismo, afirma um responsável
Perante notícias da imprensa sobre a saída da cadeia Meliá e de outras de Cuba, o conselheiro de Turismo para o Cone Sul, José Antonio Aguilera, afirmou hoje que «os hotéis na ilha continuam abertos e o destino continua a funcionar normalmente».
A recente decisão de algumas cadeias hoteleiras internacionais de encerrar as suas operações de gestão em destinos cubanos suscitou dúvidas entre os operadores e as agências de viagens do Cone Sul.
No entanto, «as instalações hoteleiras mantêm o seu funcionamento normal e não há qualquer impacto para os viajantes», afirmou o executivo à Prensa Latina.
Os comunicados emitidos nas últimas semanas dizem respeito a decisões empresariais tomadas pelas próprias empresas e respondem ao complexo cenário económico resultante, entre outros fatores, do endurecimento das medidas coercivas unilaterais e do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos à ilha, explicou Aguilera.
A relação mantida ao longo de décadas com grupos internacionais como a Meliá, a Iberostar, a Barceló e outras empresas – acrescentou –, permitiu ao país desenvolver capacidades de gestão e formar profissionais altamente qualificados para assegurar a continuidade operacional das instalações.
«Cuba adquiriu o “know-how” necessário para garantir os padrões de serviço e a qualidade que caracterizam o nosso destino. Os hotéis continuam abertos e a funcionar sob marcas nacionais, sem interrupções na prestação dos serviços», afirmou o Conselheiro.
Desde junho – acrescentou –, as instalações que passaram a ser geridas directamente por empresas cubanas continuam em funcionamento e mantêm um fluxo adequado de visitantes nacionais e internacionais.
O principal trunfo deste destino continua a ser a sua população e a experiência completa que proporciona a quem visita a ilha.
«Cuba continua a receber os seus visitantes com a hospitalidade, o carinho e a segurança que sempre a têm distinguido. Esse compromisso permanece intacto», sublinhou Aguilera.
Para o mercado argentino, principal fonte de turistas do Cone Sul com destino a Cuba, a mensagem é clara, afirmou o executivo: «O destino permanece aberto, em funcionamento e com a vontade de continuar a reforçar os laços comerciais com agências, operadores turísticos e companhias aéreas da região».
O Conselheiro acrescentou, ainda, que o atual processo de atualização económica que o país está a impulsionar também abre novas perspectivas para a participação estrangeira no setor do turismo.
«As medidas recentemente anunciadas pelo Governo cubano», acrescentou ele, «preveem oportunidades para projectos de investimento, modalidades de gestão hoteleira e empreendimentos imobiliários associados ao turismo.»
De facto, a cadeia hoteleira italiana Domina, fundada em 2000 e com mais de 40 estabelecimentos e complexos turísticos na Europa (Itália, Letónia, Estónia, Hungria) e em África (sobretudo no Egipto), celebrou recentemente um acordo com as autoridades turísticas da ilha para administrar e gerir vários hotéis.
«Estamos convencidos de que novas oportunidades irão atrair outros operadores internacionais interessados em participar no desenvolvimento do turismo cubano. Garantiremos a continuidade dos serviços e continuaremos a melhorar a sua qualidade, e Cuba continuará a ser uma referência do turismo nas Caraíbas», afirmou Aguilera.
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