
O Governo da Venezuela decreta sete dias de luto nacional pelas vítimas dos devastadores terramotos
A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, manifestou a profunda dor que assola o país perante a perda de vidas causada pela catástrofe, que, até ao momento, já fez 2 295 mortos.
A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou luto nacional de sete dias a partir das 06h00, hora local, desde quarta-feira, 1 de julho, em homenagem à memória das vítimas mortais e em solidariedade com as famílias afetadas pelo duplo sismo que abalou o país no passado dia 24 de junho.
Através das suas redes sociais, a mandatária interina afirmou que a nação tem a alma dilacerada pelas perdas humanas, elevou orações pelos feridos e desaparecidos e reafirmou o firme compromisso do Governo nacional de acompanhar e acolher aqueles que sofrem esta tragédia nas diferentes comunidades afectadas.
En estos momentos de tristeza abrazamos a quienes sufren esta tragedia y reafirmamos nuestro compromiso de acompañarlos y protegerlos. pic.twitter.com/eGOtAYk25u
— Delcy Rodríguez (@delcyrodriguezv) July 1, 2026
Esta quarta-feira marca uma semana desde os terramotos que afectaram gravemente a Venezuela. Os sismos, que registaram magnitudes de 7,2 e 7,5 a uma profundidade de 13,2 quilómetros, causaram uma onda de destruição na capital do país sul-americano, Caracas, e no estado de La Guaira, o mais afectado, tendo-se registado também danos em Aragua, Carabobo, Miranda e outras regiões do território venezuelano.
Até ao momento, a catástrofe deixou um balanço confirmado de 2 295 mortos e um total de 11 267 feridos. Além disso, o número de pessoas afetadas situa-se atualmente em 12 841 cidadãos, face ao que o Governo nacional dá prioridade à assistência imediata através da criação de mais de uma dezena de acampamentos temporários em La Guaira e mais de 50 distribuídos por Caracas, Miranda e os restantes estados afectados pelos fenómenos geológicos.
Perante a situação de emergência, o Executivo nacional liderou uma mobilização maciça de ajuda que, desde o primeiro dia, contou com a participação de funcionários públicos e voluntários da população civil, aos quais se juntaram posteriormente brigadas internacionais de salvamento.
#ENVIVO | El presidente de la Asamblea Nacional, Jorge Rodríguez, informó que 19.861 personas salvaron la vida en La Guaira tras los dos terremotos del 24 de junio.
— teleSUR TV (@teleSURtv) July 1, 2026
🔴 De esta cifra, 6.461 personas fueron rescatadas por equipos de emergencia, brigadas internacionales,… pic.twitter.com/5s1OSYBiTU
O presidente da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou esta quarta-feira que um total de 19 861 pessoas conseguiram salvar a vida no estado de La Guaira. Ao apresentar este balanço, a autoridade parlamentar explicou que, do total mencionado, 6 461 cidadãos foram resgatados graças ao trabalho atempado das equipas de emergência e dos próprios familiares.
Além disso, Rodríguez precisou que cerca de 13 500 pessoas conseguiram sair por meios próprios ou com o apoio dos seus familiares durante a catástrofe. O representante legislativo elogiou o esforço conjunto desenvolvido na região, salientando que a coordenação de esforços permitiu salvar milhares de vidas durante as horas mais críticas após a catástrofe.
Apesar das graves marcas estructurais visíveis nos edifícios residenciais e noutras construções das zonas afectadas, bem como das perdas humanas, a resposta humana tem-se destacado pela resiliência das comunidades, onde alguns sinistrados se tornaram voluntários para apoiar os trabalhos de recuperação.
A organização popular e a união comunitária, em estreita colaboração com as iniciativas do Governo venezuelano e da sociedade civil, apoiam os esforços para enfrentar a catástrofe com um espírito de solidariedade.
A força colectiva manifesta-se de forma directa nos centros de acolhimento, nos acampamentos temporários e nos hospitais de campanha montados rapidamente, espaços onde médicos especialistas, psicólogos e psiquiatras trabalham não só na cura das feridas físicas, mas também em prestar apoio emocional a uma população que procura recuperar o fôlego perante as perdas irreparáveis.
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