O México protesta junto dos EUA devido à presença de agentes da CIA em Chihuahua
«Esperamos que este seja um caso excepcional e que, a partir de agora, tal como tem vindo a acontecer, a Constituição e a lei de segurança nacional sejam respeitadas», afirmou a presidente do México, Claudia Sheibaum.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, voltou a referir-se à intervenção de agentes da Agência Central de Inteligência (CIA) em Chihuahua e reiterou que a obrigação do Governo é a defesa da soberania e que espera que o ocorrido seja uma exceção.
«No comunicado, o que afirmamos é que estamos a trabalhar em boa coordenação, com base num entendimento mútuo. Eles concordam com esse entendimento. O Governo federal não tinha conhecimento da participação destas pessoas. Esperamos que se trate de um caso excecional e que, a partir de agora, tal como tem vindo a acontecer, a Constituição e a lei de segurança nacional sejam respeitadas», salientou.
La presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, aborda el aumento del precio del petróleo, provocado por la guerra en #Irán. Explica que, aunque #México produce petróleo, su precio se fija internacionalmente.
— teleSUR TV (@teleSURtv) April 27, 2026
La mandataria asegura que si no se hubiera intervenido, el precio de los… pic.twitter.com/fZFd0TX5zu
Na sequência da nota diplomática que o secretário de Relações Exteriores, Roberto Velasco, entregou ao embaixador dos Estados Unidos no México, Ronald Johnson, para manifestar a insatisfação do México com a participação de agentes da CIA numa operação em Chihuahua,a presidente sublinhou que o México espera que se mantenham os termos do acordo entre ambos os países, que tem dado resultados.
Além disso, a presidente acrescentou que «a relação com os Estados Unidos é de igual para igual, sem nunca baixarmos a cabeça (…) Eles estão a fazer o seu trabalho lá, nós o nosso aqui, e há muita coordenação, colaboração e partilha de informações, o que nos ajuda».
A chefe de Estado recordou que, recentemente, foram apreendidas armas na fronteira que se pretendia introduzir no México. «Por que razão iríamos comprometer essa coordenação se estamos a obter resultados?», afirmou.
Após ter sido divulgada a presença da CIA em Chihuahua no passado dia 23 de abril, o Executivo solicitou à governadora, ao procurador-geral e ao secretário de Segurança de Chihuahua que explicassem os acordos de colaboração.
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