
O ministro dos Negócios Estrangeiros Bruno Rodríguez condena as novas medidas dos EUA contra Cuba, classificando-as de “crime”
Cuba respondeu esta terça-feira de forma contundente às novas sanções anunciadas pelo Departamento de Estado, qualificando de «crime» a política de asfixia económica promovida pela Administração de Donald Trump contra a ilha.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, denunciou, através da sua conta na rede social X, que o governo norte-americano continua a «aperar o cerco à economia de Cuba, uma vez que esta se tem revelado mais forte, capaz e eficaz do que se esperava face à a agressão impiedosa e à punição coletiva contra o povo e as suas condições de vida».
El gobierno de #EEUU, conducido por su deshonesto y mendaz Secretario de Estado, continúa los pasos para apretar el cerco a la economía de #Cuba, al ésta demostrarse más fuerte, capaz y eficaz que lo que él esperaba frente a la agresión despiadada y el castigo colectivo contra el… pic.twitter.com/baqHMMRM85
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) June 23, 2026
Crítica severa a Rubio
O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano dirigiu as suas críticas directamente ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a quem qualificou de «desonesto e mentiroso».
Rodríguez salientou que «o que motiva este indivíduo, da maior potência do mundo, é um crime», em referência às novas medidas coercivas que sancionam cinco entidades cubanas e uma cidadã.
Resistência perante o cerco
A resposta de Havana sublinha que, apesar do agravamento das sanções, Cuba tem demonstrado capacidade de resistência face à agressão sistemática do Governo dos Estados Unidos.
As novas medidas, previstas na Ordem Executiva n.º 14404, abrangem empresas financeiras, logísticas, mineiras e siderúrgicas, além de ameaçarem com represálias secundárias terceiros que mantenham relações comerciais com os intervenientes sancionados.
Castigo colectivo ao povo
Rodríguez salientou que as políticas promovidas por Washington constituem um «castigo colectivo» que afecta directamente as condições de vida do povo cubano.
Esta caracterização coincide com alertas anteriores de organismos internacionais, incluindo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que tem destacado o impacto humanitário do bloqueio sobre a população civil.
Contexto de escalada
As novas sanções vêm somar-se a uma série de medidas adoptadas em 2026, incluindo a inclusão da empresa estatal Unión Cuba-Petróleo (Cupet) na lista de entidades sancionadas, o que afectou o abastecimento energético de hospitais, centrais eléctricas e sistemas de abastecimento de água.
A política de pressão máxima da administração Trump tem afectado sistematicamente a estrutura económica e social da ilha, forçando a retirada de companhias aéreas e cadeias hoteleiras internacionais, além de afectar programas de solidariedade e instituições da sociedade civil.
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