
O “The New York Times” não pode ignorar o impacto do bloqueio energético nas famílias cubanas
Vizinhos que partilham comida, famílias que se ajudam mutuamente, pessoas que cuidam de idosos, crianças e doentes, mesmo quando todos têm muito pouco.
Uma reportagem do reconhecido jornal norte-americano The New York Times retrata a vida de uma família cubana de quatro gerações na cidade de Santiago de Cuba, na região oriental do país, que vive entre cortes de energia, escassez de alimentos e dificuldades para cozinhar, trabalhar, estudar e fazer face ao dia-a-dia.
O texto procura apresentar a situação cubana sob várias perspectivas, mas não consegue ocultar um facto essencial: desde o início do ano, o bloqueio efectivo do petróleo e uma nova onda de sanções por parte dos Estados Unidos paralisaram o país, deixando-o sem combustível suficiente para fazer funcionar o país.
Isso traduz-se em casas sem electricidade durante longas horas, famílias que não conseguem conservar os alimentos, trabalhadores que só conseguem auferir rendimentos quando há corrente, crianças que, por vezes, não vão à escola porque não há lanche e comunidades inteiras obrigadas a reorganizar a sua vida em função dos poucos minutos de luz.
O artigo também mostra algo que Washington nunca conseguirá destruir: a solidariedade popular cubana. Vizinhos que partilham comida, famílias que se ajudam mutuamente, pessoas que cuidam de idosos, crianças e doentes, mesmo quando todos têm muito pouco.
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