Cuba

O workshop teve início em homenagem ao 65.º aniversário da primeira grande derrota do imperialismo na América

O workshop Girón, 65 anos após a grande vitória contra o imperialismo — evento que se insere nas atividades comemorativas do aniversário dessa epopeia e do Centenário do Comandante-Chefe —, teve início esta terça-feira no Centro Fidel Castro Ruz

O workshop Girón, 65 anos após a grande vitória contra o imperialismo, evento que se insere nas actividades comemorativas do aniversário dessa epopeia e do Centenário do Comandante-Chefe, teve início esta terça-feira no Centro Fidel Castro Ruz.

A cerimónia de abertura contou com a presença de Yuniasky Crespo Baquero, chefe do Departamento Ideológico do Comité Central do Partido, bem como de outros funcionários e dirigentes desta organização política, do Estado, do Governo, da União da Juventude Comunista, do Ministério do Interior e das Forças Armadas Revolucionárias.

Desde os primeiros minutos do encontro, foi unânime a convicção de que a realização deste workshop, 65 anos após aquele grande feito, «é reafirmar que a liberdade conquistada se defende dia após dia» e que o seu exemplo «continua a iluminar o caminho de Cuba».

A conferência inaugural As Forças Armadas dos Estados Unidos e a invasão mercenária de Playa Girón. A Base Naval de Guantánamo foi proferida pelo Doutor em Ciências René González Barrios, director da instituição, que destacou que, naquela batalha, com duração de aproximadamente 66 horas, «actuaram dois factores: a táctica empregada e uma combinação da experiência que trazíamos da guerra irregular com elementos da guerra convencional».

«Vivemos hoje num contexto geopolítico global de reajustamento das potências hegemónicas e de decadência do imperialismo ianque. Os resultados da agressão militar contra a Venezuela, com o sequestro do presidente legítimo daquela nação irmã, despertaram na presidência dos Estados Unidos a ideia de que qualquer aventura no seu quintal, incluindo Cuba, terá os mesmos resultados. Os 32 cubanos que caíram gloriosamente no cumprimento do dever internacionalista mostraram ao mundo como lutam os filhos desta terra: com determinação, sem medo, confiantes na vitória final e na força invencível das ideias», acrescentou.

Após a exibição do noticiário latino-americano do ICAIC Morte ao Invasor, realizou-se na sala polivalente La Plata um painel que incluiu as palestras: Antecedentes da Operação Pluto, por Andrés Zaldívar Diéguez, presidente do Comité Executivo Provincial da União de Historiadores de Cuba (UNHIC); A brigada mercenária e o plano invasor, ministrada pelo coronel Raidel Vargas Ortega, em representação do Centro de Estudos Militares das FAR; e A luta contra os bandidos em abril de 1961, a cargo de Pedro Etcheverry Vázquez, director do Centro de Investigações Históricas da Segurança do Estado.

Posteriormente, foi apresentado, pela editora Ocean Sur, o livro Playa Girón. 65 anos depois daquele abril socialista, uma compilação de Elier Ramírez Cañedo, vice-chefe do Departamento Ideológico do Comité Central do Partido. O autor referiu que se trata de uma obra concebida «principalmente para os jovens, mas que servirá para o esclarecimento de todo o público». Com uma compilação de discursos do Comandante-Chefe Fidel Castro Ruz, imagens e a cronologia detalhada do acontecimento, pretende-se que este volume sirva «como motivação para continuar a investigar e a aprofundar, porque há ainda muitas vertentes por explorar. É importante ter em conta essa história não como um amuleto do passado, mas como uma força para mobilizar e transformar o presente», concluiu Ramírez Cañedo.

Fonte:

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