Venezuela

Presidente Maduro: 70% da cocaína sul-americana é transportada em navios do presidente equatoriano

De acordo com o dignitário, foram registadas mais de 105 mil mortes anuais por drogas nos EUA.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira que 70% de toda a cocaína sul-americana é transportada em navios e caixas das empresas bananeiras do presidente do Equador, Daniel Noboa.

Ao precisar que a informação é pública e notória, o mandatário venezuelano apontou as empresas bananeiras do presidente do Equador como as principais vias de saída da cocaína da América do Sul.

Da mesma forma, o chefe de Estado venezuelano denunciou o modelo de “narcoeconomia” instalado na Colômbia pelos ex-presidentes Andrés Pastrana, Álvaro Uribe, Juan Manuel Santos e Iván Duque, e destacou o papel do atual presidente, Gustavo Petro, na luta contra o narcotráfico.

Maduro precisou que 87% da cocaína produzida na Colômbia sai pelo Pacífico, 8% pelo norte da Colômbia (La Guajira) e apenas 5% tenta passar pela Venezuela, num contexto em que as autoridades venezuelanas combatem o narcotráfico com sucesso.

“O problema das drogas é resolvido como um problema de saúde pública. Os primeiros que têm de resolver o problema de saúde pública que criaram com a sociedade de consumo capitalista e os antivalores são os Estados Unidos e a Europa.

Da mesma forma, Maduro destacou que “mais de 50 milhões de pessoas nos EUA têm problemas graves de dependência de drogas. Nos Estados Unidos, produzem-se maconha enriquecida e sintética”.

De acordo com o dignitário, foram relatadas mais de 105 mil mortes anuais por drogas nos EUA, enquanto ele disse que “é uma sociedade de angústia, de insatisfação, que cultiva valores que não são humanos”, disse o chefe de Estado.

Números oficiais indicam que a produção de cocaína gera entre 526 mil milhões de dólares e 650 mil milhões de dólares por ano.

«Todo esse dinheiro vai para os bancos dos Estados Unidos. Isso é muito fácil. As instituições financeiras dos Estados Unidos sabem de onde vem esse dinheiro, quem o administra, quem tem esses lucros, certo? Portanto, é um problema bastante complexo», explicou o presidente venezuelano.

O mandatário insistiu que a carta que enviou ao presidente Donald Trump foi filtrada pela agência de notícias internacional Reuters e, por esse motivo, sugeriu publicá-la, uma vez que contém novamente a explicação detalhada da realidade do narcotráfico no Pacífico, proveniente dos países Colômbia e Equador, tal como confirmado pelos relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o Crime e a Delinquência.

«A agência Reuters é a principal agência na guerra contra o petróleo venezuelano, a economia, as finanças e a sociedade venezuelana. A Reuters é uma agência de guerra», explicou o chefe de Estado.

O presidente venezuelano revelou que, na carta enviada a Donald Trump, incluiu mapas da ONU que mostram as rotas do narcotráfico e ofereceu informações sobre o tráfico de drogas na região.

Fonte:

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