Venezuela

Presidente Maduro apela à resistência armada da Venezuela contra a agressão dos EUA.

Durante o Congresso Extraordinário do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), o presidente propôs três tarefas centrais e convocou a activação de 260 mil estruturas territoriais para a defesa da nação.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta quinta-feira um plano de ação para consolidar o Poder Popular, preparar o país para uma eventual luta armada e defender a soberania nacional diante das ameaças militares dos Estados Unidos, que enviaram navios militares para as águas do Caribe.

Durante o Congresso Extraordinário do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) — que, por ocasião deste 11 de setembro, prestou homenagem ao presidente chileno Salvador Allende —, o chefe de Estado propôs três tarefas centrais e convocou a activação de milhares de comunidades para garantir a paz com dignidade.

No Teatro Municipal de Caracas, o presidente e comandante-chefe da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) enfatizou a necessidade de não ceder ao imperialismo e defender a soberania do país: “Nunca nos humilharemos perante o império, permaneceremos de pé em batalha activa”. Da mesma forma, comparou a Venezuela ao Vietname, destacando o seu carácter pacífico, mas “feroz” diante das agressões externas, ao mesmo tempo em que questionou a legitimidade das ameaças dos Estados Unidos contra os povos do mundo.

Nessa linha, anunciou que no próximo sábado e domingo serão realizados debates e consultas em mais de 60 mil comandos do PSUV para definir as linhas de acção futuras. Nesse sentido, propôs três tarefas centrais:

  • Consolidar a capacidade de governo: No âmbito das “7 Transformações” (7T), enfatizou a necessidade de resolver os problemas do povo sem interromper a gestão governamental.
  • Fortalecer o Poder Popular e as comunas: Procura consolidar um novo processo popular baseado na organização comunitária.
  • Preparação para a luta armada: o presidente Maduro exortou o PSUV e a nação a prepararem-se para passar de formas de luta não armadas para uma luta armada, se necessário, sublinhando a «responsabilidade histórica» de defender a dignidade da Venezuela.

“A Venezuela tem um conceito estratégico de defesa e segurança do país que vem sendo construído há décadas”, disse o presidente, acrescentando que esse conceito foi fundado pelo comandante Hugo Chávez, substituindo a antiga doutrina que considerava o povo como inimigo interno e transformava as forças armadas e o Estado em uma filial de Washington.

Nesse sentido, destacou que o país rompeu com a visão colonial, o que permitiu que hoje a nação tenha “a doutrina de defesa mais avançada de toda a América Latina e do Caribe”, juntamente com Cuba, Nicarágua e a ALBA.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, cumprimenta os militantes do PSUV Foto: Imprensa Presidencial

Entretanto, o presidente apelou à mobilização das 260 mil ruas e 47 mil comunidades do país para uma eventual resistência armada, caso as circunstâncias assim o exijam. Sobre isso, propôs também três linhas estratégicas: defesa integral da nação, resistência activa contra ameaças externas e ofensiva permanente contra o imperialismo.

Seguindo essa linha, enfatizou a importância de preservar “a paz com liberdade, dignidade e autodeterminação”, uma paz que, segundo ele, a Venezuela conquistou e defendeu com soberania.

Por fim, o líder venezuelano exortou a ouvir os “poderes criativos do povo” e a concretizar uma “fórmula perfeita” para ativar os territórios e garantir a paz no continente.

Além disso, reafirmou o compromisso do Governo com uma «paz com República e direitos soberanos», ao mesmo tempo que advertiu o imperialismo para “não se atrever”.

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