
Sheinbaum responde ao mapa de Trump: “O México não é colónia de nenhum país”
No âmbito das comemorações do Mês da Pátria, a presidente Claudia Sheinbaum Pardo respondeu às provocações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com uma mensagem enfática na qual reafirmou a independência e a soberania do México
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou segunda-feira que o território mexicano «não é nem será colónia nem protetorado de nenhum país estrangeiro», depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter publicado uma imagem com um mapa em que o México, o Canadá, a Gronelândia, a Islândia e algumas ilhas das Caraíbas aparecem cobertas com as cores da bandeira dos EUA. A resposta da chefe de Estado coincide com os eventos que antecedem a comemoração da independência do México.
Sheinbaum reiterou que o México é um «país livre, independente e soberano» face às recentes provocações de Trump, que também publicou na sua rede social um mapa em que denomina o Golfo do México como o «Golfo da América».
Claudia Sheinbaum durante su Gobierno, ha demostrado la resistencia de México, ante el acecho del imperio de los Estados Unidos, y los ataques constantes contra la nación y su libre derecho y autodeterminación.
— teleSUR TV (@teleSURtv) September 7, 2026
Sasi Alejandre en "La Otra Voz" de esta semana destaca como México… pic.twitter.com/GJrcIJTDOy
O presidente dos EUA publicou outra imagem, nas suas redes sociais, do estado do Novo México, na qual riscou a segunda palavra e escreveu «América» por baixo. A imagem, também partilhada pela Casa Branca no X, foi divulgada dias depois de Trump ter assinado um decreto para mudar o nome do Lago Ontário, um dos cinco grandes lagos, na fronteira entre os EUA e o Canadá, para «Lago América».
Na semana passada, o inquilino da Casa Branca também atacou o México, afirmando que o país não tem nada a oferecer aos Estados Unidos, além de «tamales picantes e tomates», ao mesmo tempo que advertiu que não iria interromper a relação comercial com a nação vizinha.
Em 2025, Trump recorreu a um decreto presidencial para mudar o nome do Golfo do México para Golfo da América e, recentemente, sugeriu que o Estreito de Ormuz, na Ásia Ocidental, por onde passa 20 % do petróleo mundial, deveria passar a chamar-se «Estreito de Trump».
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