“Sim, com certeza”: Trump não descarta operações contra o México e a Colômbia após ataques no Caribe
O presidente norte-americano deixou essa possibilidade em aberto após a agressiva campanha de bombardeios contra barcos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, não descartou a possibilidade de empreender ações militares contra países como a Colômbia e o México, após a forte campanha de agressões nas águas do Caribe.
Quando questionado pelo Politico sobre a possibilidade de empreender ataques contra esses países, considerados «ainda mais responsáveis pelo tráfico de fentanil para os EUA», Trump respondeu: «Sim, com certeza. Claro que o faria».
🚨Trump no descarta operaciones contra MÉXICO y COLOMBIA tras agresiones en el Caribe
— Sepa Más (@Sepa_mass) December 9, 2025
"Sí, lo haría, claro que lo haría".
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O presidente dos Estados Unidos manteve a cautela sobre qual seria a sua «estratégia militar» com a Venezuela, embora não tenha descartado a possibilidade de enviar tropas.
«Não quero descartar nem aprovar nada. Não falo sobre isso», disse o presidente. No entanto, ele afirmou que consideraria o uso da força contra alvos em outros países onde o tráfico de drogas é praticamente um problema estrutural, como o México e a Colômbia.
Não é a primeira vez que Trump deixa essa porta aberta. Há três semanas, durante uma conferência de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, ele já havia advertido: «Lançaria ataques contra o México para deter o tráfico de drogas? Não tenho problema nenhum».
Na mesma ocasião, ele dirigiu suas críticas contra a Colômbia, ao afirmar que ficaria «orgulhoso» de bombardear fábricas de cocaína no país sul-americano.
As ameaças veladas ocorrem no âmbito da campanha militar lançada no Caribe e no Pacífico, com o argumento da luta contra o narcotráfico, que desde 2 de setembro tem como alvo pequenas embarcações, acusando-as de transportar drogas.
Neste período, os EUA afundaram mais de vinte dessas embarcações e mataram pelo menos 80 pessoas, em ações que foram classificadas como execuções extrajudiciais.
A agressão dos EUA no Caribe e no Pacífico, em síntese
- Implantação militar: desde agosto passado, os EUA mantêm uma força militar significativa implantada na costa da Venezuela, justificando-a como parte da luta antidrogas. Washington anunciado mais tarde o ‘operação Lança do Sul’, com o propósito oficial de “eliminar os narcoterroristas” do Hemisfério Ocidental e “proteger” os EUA “das drogas que estão matando” seus cidadãos.
- Operações letais: como parte destas operações foram realizadas bombardeios contra alegado barcos de traficantes de drogas no Caribe e no Pacífico, com um número de mortos de mais de 80 pessoas e nenhuma evidência de que eles realmente traficaram narcóticos.
- Acusações e recompensa: Washington acusou sem apresentar provas ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de liderar um cartel de tráfico de drogas e tem duplicar a recompensa pela sua captura.
- Postura Caracas: Maduro reclamação que o objetivo real dos EUA é uma “mudança de regime” para assumir o imenso riquezas empresas de petróleo e gás da Venezuela.
- Falta de apoio: a ONU e a própria DEA apontam que a Venezuela não é uma rota principal para o tráfico de drogas para solo dos EUA, uma vez que mais de 80% das drogas usam a rota do Pacífico.
- Condenação internacional: Rússia, o alto comissário do ONU pelos Direitos Humanos e pelos Governos de Colômbia, México e Brasil eles condenaram as ações americanas. Especialistas descrevem ataques a embarcações como “execuções sumárias” que violam o direito internacional.




