Um Domingo de Solidariedade com Cuba em Lisboa: O Registo de um Encontro
E que as gotas anónimas – as que não aparecem nas fotos – são tão importantes como as que ocupam o palco. Porque o oceano, faz-se de todas elas.
Este domingo, a Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC) promoveu, em Lisboa, um encontro de solidariedade com a ilha. Houve música, houve palavras, houve a presença de quem, mesmo com receio, marcou presença. O evento foi um sucesso – mas o que aqui fica não é o brilho das fotografias de grupo. Fica o testemunho de que, sob o bloqueio mais longo da história, sob a ameaça de represálias internas, quando o medo aconselha o silêncio, há quem continue a dizer “presente”.
Este artigo é um registo. Não um panfleto. Não uma convocatória. Apenas a prova de que, num domingo de primavera, em Lisboa, um punhado de pessoas se lembrou de que Cuba não está sozinha. E de que a solidariedade, continua a fazer o seu caminho.
O que aconteceu
A AAPC organizou um encontro de solidariedade com Cuba, com intervenções musicais e políticas. A sala encheu-se. As vozes ergueram-se. Por breves horas, o bloqueio pareceu um pouco mais distante.
Os artistas levaram música, dança. A cultura como trincheira. O sorriso como arma.
Fica o registo. A prova de que, neste dia, em Lisboa, a solidariedade com Cuba não se calou. Fica a música, as palavras, os abraços. Fica a memória de que o oceano da solidariedade se faz de gotas visíveis e invisíveis – e que todas são essenciais.
Este artigo não é um panfleto. Não é uma convocatória. É apenas um registo. Para que, no futuro, alguém possa ler e saber: neste dia, em Lisboa, houve quem se lembrasse de Cuba. E que, apesar de tudo, a solidariedade continua. Gota a gota. Dia a dia. Evento a evento.
E que as gotas anónimas – as que não aparecem nas fotos – são tão importantes como as que ocupam o palco. Porque o oceano, camarada, faz-se de todas elas.

