Venezuela

Venezuela atinge 18 trimestres consecutivos de crescimento com uma economia auto-sustentável

A Venezuela projecta, para o final de 2025, um crescimento do PIB de até 9%, superando assim as projecções da Comissão Económica para a América Latina e as Caraíbas (CEPAL).

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, presidiu uma nova sessão do Conselho Nacional de Economia Productiva, um espaço de consenso nacional voltado para consolidar uma economia auto-sustentável, fortalecer os motores da Agenda Económica Bolivariana e transformar o país num eixo exportador multidiversificado nos próximos anos.

O Conselho Nacional de Economia tem sido o instrumento para impulsionar uma nova economia auto-sustentável”, afirmou o presidente durante o encontro, do qual participaram representantes do setor empresarial, bancos públicos e privados, o Gabinete Executivo, vice-presidentes sectoriais e associações empresariais.

O objectivo central do Conselho é consolidar uma economia mais próspera, diversificada e auto-suficiente, num contexto marcado por 18 trimestres consecutivos de crescimento económico, de acordo com dados oficiais do governo venezuelano. O presidente Maduro destacou que, graças ao esforço colectivo e ao consenso alcançado neste fórum, a economia nacional «já resolve, satisfaz e abastece as necessidades nacionais».

Durante a reunião, o presidente incorporou os transportes como o motor número 14 da Agenda Económica Bolivariana, ampliando assim a base produtiva do país. O encontro contou com a presença da vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, e da primeira-dama, Cilia Flores.

Maduro destacou a complementaridade entre o Conselho Nacional de Economia Produtiva e o Conselho Nacional pela Paz e Soberania, liderado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. «Eles se unem, como dois bons rios em um único torrente», disse ele, ao apontar que ambos os espaços buscam promover o entendimento, a paz e o desenvolvimento soberano. «A Venezuela do entendimento e do consenso. Caminhos comuns que sempre devem ser encontrados. Caminhos autónomos, soberanos, que sempre devem ser construídos”, afirmou.

Por sua vez, a vice-presidente Delcy Rodríguez apresentou um balanço positivo do ano económico de 2025, destacando que “não há um único espaço productivo na Venezuela que não esteja refletindo crescimento hoje”. Rodríguez atribuiu esse avanço ao esforço de coesão nacional entre trabalhadores, empresários e movimentos sociais, essencial para contrariar os efeitos do bloqueio económico criminoso imposto por potências estrangeiras e as ameaças de agressão imperial no Caribe.

No âmbito da recente inscrição do joropo na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, Rodríguez afirmou: «Aqui existe um grande património da humanidade, que são os venezuelanos e as venezuelanas de boa vontade, que com esforço superaram os piores momentos do bloqueio económico».

A estratégia económica do Governo Bolivariano visa neutralizar as medidas coercivas unilaterais e garantir o bem-estar social por meio do desenvolvimento produtivo. Além disso, projecta-se que o Produto Interno Bruto (PIB) encerre o ano com um crescimento de até 9%, superando as estimativas da Comissão Económica para a América Latina e as Caraíbas (CEPAL).

O Conselho Nacional de Economia Productiva também promove a diversificação da produção nacional e o fortalecimento de parcerias público-privadas, com foco em setores estratégicos como mineração e petróleo, fundamentais para aumentar as exportações e consolidar a recuperação económica.

Ao encerrar o dia, a vice-presidente Delcy Rodríguez classificou o encerramento de 2025 como um momento de esperança e unidade: “Um encerramento de ano em que a Venezuela pode dizer ao mundo: aqui estamos nós, venezuelanos e venezuelanas que amamos a nossa pátria, aqui estamos nós, venezuelanos e venezuelanas que continuamos apostando no futuro da Venezuela, que com grande esperança apostamos no bem-estar dos nossos filhos e das nossas filhas”.

O Conselho Nacional de Economia Productiva consolida-se assim como pilar do modelo económico venezuelano, centrado na soberania, no consenso nacional e na projecção exportadora multidiversificada.

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