Venezuela

Venezuela impulsiona independência tecnológica e fortalece setor de telecomunicações

O chefe de Estado destacou o crescimento do setor das telecomunicações e a importância da autonomia tecnológica e económica para a soberania da Venezuela, sublinhando a viragem global em direcção às potências asiáticas.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que a independência económica e tecnológica é fundamental para a plena soberania venezuelana no século XXI, destacando a producção nacional e a engenharia reversa. As declarações foram feitas no âmbito do Balanço dos 14 Motores Productivos da Venezuela 2025.

No Poliedro de Caracas, o mandatário sublinhou que a manutenção de comboios, navios, aviões e metrocables é agora realizada no país. Como exemplo, mencionou a entrada em funcionamento do metrocable de Mariches Palo Verde, projecto executado com engenharia, peças sobressalentes e mão de obra venezuelanas, o que classificou como “uma grande conquista”. Este avanço, segundo Maduro, representa uma consolidação da independência tecnológica.

Em relação ao Motor Telecomunicações, o chefe de Estado informou que este sector tem sido fundamental, com um crescimento superior a 7%, contribuindo para o desenvolvimento nacional através das novas tecnologias. “A Venezuela deu um salto que nunca tínhamos visto no crescimento das novas tecnologias, das telecomunicações, como nunca antes na história, e agora com a Inteligência Artificial (IA)”, precisou Maduro.

O dignitário acrescentou que as telecomunicações representam “as novas tecnologias da nova economia mundial”, consolidando-se como um pilar fundamental a nível global. Maduro também destacou o avanço progressivo da riqueza no mundo, com uma viragem acentuada para a zona indo-pacífica e asiática, pois “os grandes motores do mundo são a China e a Índia”.

Além disso, o presidente destacou que esses avanços foram reconhecidos num documento publicado recentemente pela Segurança Nacional dos Estados Unidos. Essa ractificação, segundo Maduro, evidencia que “os Estados Unidos não são o eixo económico nem tecnológico do mundo”.

Maduro insistiu que, tendo alcançado a independência política e a soberania sobre as terras e riquezas, a independência do século XXI “é económica, tecnológica, está escrita pelo desenvolvimento tecnológico, económico, económico, tecnológico”. Dirigindo-se a empresários e trabalhadores, ele os exortou a aprender com as tecnologias compartilhadas pelos países desenvolvidos e a maximizar o conhecimento sobre os equipamentos adquiridos.

O presidente venezuelano propôs aplicar “engenharia reversa, inversa e transversal” para compreender e replicar produtos e processos internamente. “Vamos fazer tudo por nosso próprio esforço, a todos os níveis, tudo feito aqui”, declarou, acrescentando que o objectivo é não depender “nunca mais” de ninguém no mundo.

Ele ressaltou, além disso, que a Venezuela deve produzir novas fontes de divisas e interligar uma economia que “está a crescer ao seu próprio ritmo, auto-sustentada pelos seus 14 motores da Agenda Económica Bolivariana”. Concluiu que a Venezuela está a demonstrar ser um “exemplo de independência absoluta” e um modelo “já notório no país” para o século XXI.

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