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O México apresentará uma posição “muito firme” perante a ONU face às agressões contra a Venezuela

A mandatária mexicana, Claudia Sheinbaum, garantiu que a política externa do seu governo permanecerá firme sob os princípios constitucionais de não intervenção.

O México assumirá uma postura “muito firme” perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas em relação às recentes agressões dos Estados Unidos contra a Venezuela, anunciou a presidente Claudia Sheinbaum na terça-feira, 23 de dezembro.

Durante a sua conferência de imprensa matinal, a mandatária informou que o representante permanente do México junto à Organização das Nações Unidas (ONU), Héctor Vasconcelos, será o encarregado de apresentar a visão do Estado mexicano no organismo internacional em uma reunião que ocorrerá nos próximos dias.

Sheinbaum ractificou que a política externa de seu governo permanecerá firme sob os princípios constitucionais de não intervenção, “não ingerência, solução pacífica de conflitos; essa sempre será a nossa posição e vamos defendê-la”, declarou a mandatária ao ser questionada sobre as hostilidades dos Estados Unidos.

As perguntas às mandatárias surgiram após a carta enviada pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aos chefes de Estado da América Latina e aos 194 membros da ONU. No documento, o líder bolivariano alerta sobre a “Operação Lança do Sul”, um destacamento militar norte-americano no mar das Caraíbas que inclui submarinos nucleares ao largo das suas costas, sob o pretexto de combater o narcotráfico.

Maduro classifica este movimento como uma manobra de intimidação sem precedentes que viola a Carta das Nações Unidas e o estatuto das Caraíbas como Zona de Paz.

A denúncia detalha que, entre setembro e dezembro deste ano, foram registados 28 ataques contra pequenas embarcações, resultando em 104 execuções extrajudiciais.

O presidente venezuelano denunciou, além disso, um episódio de pirataria estatal após a intercepção em águas internacionais de dois navios carregados com quatro milhões de barris de petróleo bruto. Caracas classificou esta acção por parte dos Estados Unidos como um ato ilegal de depredação e violência, denunciando o sequestro dos ativos energéticos como uma violação flagrante da liberdade de navegação.

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