Cuba

Autoridades cubanas revelam mais redes de tráfico de divisas dentro do país

Num esforço contínuo para salvaguardar a estabilidade da economia cubana e proteger os interesses do povo, o MININT leva a cabo ações decisivas contra operações financeiras ilícitas dentro do território nacional.

Essas acções fazem parte do trabalho permanente para preservar a ordem económica e garantir que todas as actividades económicas contribuam positivamente para o desenvolvimento da nação.

As investigações revelaram que essas redes organizadas operavam à margem do sistema financeiro legal e tentavam manipular os fluxos de divisas e realizar financiamentos de importação não autorizados, criando distorções na economia local. As suas atividades, embora parecessem oferecer soluções de curto prazo para alguns, acabavam por beneficiar apenas um grupo reduzido, particularmente aqueles que operavam a partir do exterior, expôs Yisnel Rivero Crespo, chefe do Departamento de Crimes Económicos do Órgão de Instrução do Ministério do Interior.

As operações descobertas em Villa Clara, Sancti Spíritus e Las Tunas demonstram o caráter sofisticado desses esquemas ilícitos: dois financiadores nos Estados Unidos e na Espanha captavam remessas de cubanos nesses países e, com o dinheiro delas, financiavam as importações de atores não estatais. Estes pagavam em Cuba, tanto em moeda nacional como em dólares, a um organizador e aos seus mensageiros; e esse dinheiro era utilizado para levar as remessas aos familiares destinatários nas três províncias acima mencionadas.

Essas operações ilícitas empregavam um sistema sofisticado de compensação financeira externa, desviando moedas para financiar formas de gestão não estatal. A gravidade do caso reside na natureza organizada e permanente do esquema, que através da retenção paralela de moeda nacional e moedas, criou um circuito financeiro clandestino inteiramente fora do Sistema Bancário Nacional.

A investigação esclareceu que o organizador de Villa Clara operava desde 2023 e movimentava um fluxo entre 20 e 30 milhões de pesos por semana, distribuindo o capital às segundas e sextas-feiras, e contava com dois receptores grossistas em Sancti Spíritus e Las Tunas.

O tenente-coronel Rivero Crespo precisou que cinco pessoas diretamente relacionadas a esses esquemas estão detidas há uma semana e, até o momento, foram identificadas pelo menos quatro formas de gestão não estatal envolvidas.

Da mesma forma, investigações em Pinar del Río e Havana revelaram circuitos internos concebidos para manipular o valor das moedas estrangeiras com o objectivo de obter lucros rápidos. Os envolvidos neste modelo criminoso dedicavam-se à compra e venda de grandes quantidades de moedas estrangeiras que circulam no país.

Essas práticas não só violavam as leis estabelecidas, como também criavam pressões inflaccionárias adicionais que afetam todos os cidadãos.

É importante esclarecer que essas medidas não são dirigidas contra a actividade económica legítima nem contra as remessas familiares, mas sim contra estruturas organizadas específicas que operam sistematicamente fora do sistema bancário, eludindo a supervisão regulatória e as obrigações tributárias.

As ações empreendidas pelas autoridades reafirmam o princípio de que toda atividade económica deve operar dentro da lei, contribuindo para o desenvolvimento da nação e protegendo os interesses do povo cubano. A melhoria contínua dos nossos mecanismos económicos garantirá que Cuba avance firmemente rumo a uma maior prosperidade.

Fonte:

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