O presidente Nicolás Maduro comparece hoje ao tribunal de Nova Iorque
Washington, 5 de janeiro (Cuba Soberana) O presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro, comparecerá hoje a um tribunal de Nova Iorque, após o seu sequestro em 3 de janeiro durante um ataque aéreo ordenado por Donald Trump e executado por forças especiais dos Estados Unidos.
De acordo com um porta-voz do Tribunal Distrital do Sul de Nova Iorque, Maduro e a sua esposa, a deputada Cilia Flores, serão levados perante o juiz federal Alvin K. Hellerstein em Manhattan às 12h00, hora local.
Desde a noite de sábado, ambos estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano (MDC) de Brooklyn, uma prisão federal de alta segurança, e esta será a primeira audiência perante a justiça dos Estados Unidos após a montagem de um caso que, na opinião de observadores, visa apenas a mudança de regime na Venezuela e o anunciado domínio por parte do próprio Trump das reservas petrolíferas da nação sul-americana.
A audiência será realizada apenas 48 horas após o governo dos Estados Unidos anunciar o sequestro do líder bolivariano e sua companheira, em uma operação que incluiu bombardeios contra alvos em vários pontos da Venezuela.
Pam Bondi, procuradora-geral dos Estados Unidos, publicou no X um comunicado conjunto com o Departamento de Justiça, o FBI e a Administração para o Controle de Drogas (DEA) sobre a operação que resultou no sequestro de Maduro.
Ela destacou que a acção exigiu meses de planeamento e tinha como objectivo «garantir o transporte seguro dos acusados ao país para responderem às acusações federais que lhes são imputadas».
«Foram exploradas todas as opções legais para resolver a situação de forma pacífica», mas a responsabilidade pelo desfecho recai sobre «a persistência na conduta criminosa» dos acusados, afirmou Bondi.
A coligação Answer alertou que, após semanas de ameaças de Trump de que em breve começaria uma invasão terrestre na Venezuela, a agressão ocorreu e que isso poderia ser o início de outra guerra, baseada completamente em mentiras.
Para a organização antimilitarista, não se trataria de um combate do governo Trump ao narcotráfico nem de defender a democracia, mas de roubar o petróleo da Venezuela e dominar a América Latina.
Pouco antes das 17h, hora local, de sábado, o avião que transportava Maduro aterrou numa base militar de Nova Iorque. Maduro desceu da aeronave pouco depois, sob forte esquema de segurança, encapuçado, caminhando com dificuldade e aparentemente algemado. A visibilidade era muito escassa, de acordo com as imagens transmitidasi na televisão.
Este fim de semana foi marcado por protestos contra a guerra e de apoio à Venezuela em várias cidades americanas, incluindo a capital do país. Ontem também ocorreu uma manifestação massiva em frente ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, onde Maduro e sua esposa estão sob custódia.
A concentração exigiu que Trump acabasse com os golpes de Estado, o intervencionismo dos Estados Unidos e o sequestro do presidente de uma nação soberana.
Setenta por cento dos cidadãos do país são contra uma acção militar na Venezuela, de acordo com as pesquisas.
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