O México enviará um novo navio com ajuda para Cuba e promove o diálogo com os EUA.
"Não à invasão, não à solução violenta", sublinhou a presidente do México, Claudia Sheinbaum, ao mesmo tempo que reivindicou o direito do povo cubano à autodeterminação.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, confirmou que nesta segunda-feira, 23 de março, parte um novo navio com ajuda solidária do território mexicano com destino a Cuba. Durante a sua conferência de imprensa, a mandatária assegurou que o seu governo manterá o apoio de forma constante e destacou o trabalho de mediação que o México realiza para promover o diálogo entre Havana e Washington.
Nesse esforço diplomático, Sheinbaum sublinhou que o México mantém canais de comunicação abertos com ambos os governos para facilitar a aproximação anunciada recentemente pelo presidente cubano, Miguel Díaz-Canel. “O México está sempre presente para evitar qualquer conflito”, enfatizou a chefe de Estado.
📹 | Presidenta de #México Claudia Sheinbaum plantea disposición de su gobierno para que #Cuba y #EE.UU. resuelvan cualquier conflicto mediante el diálogo.
— teleSUR TV (@teleSURtv) March 23, 2026
📌 La mandataria mexicana también se refiere a la solidaridad de los mexicanos expresada en los nuevos envíos de ayuda… pic.twitter.com/5dRJoatbxY
Sheinbaum salientou que a sua posição se baseia no respeito pela autodeterminação dos povos e na convicção de que qualquer divergência deve ser resolvida através de mecanismos multilaterais, no âmbito das Nações Unidas, organismo internacional que apelou a envolver no envio de ajuda solidária à ilha.
“Essas são as vias a seguir em caso de algum diferendo (…), não a imposição de um país sobre outro, não a invasão, não a solução violenta”, sublinhou Sheinbaum, ao mesmo tempo que reivindicou o direito do povo cubano à autodeterminação.
Por outro lado, a presidente informou que a Marinha do México presta apoio às brigadas internacionais que transportam ajuda recolhida para a ilha em embarcações de pequeno porte. Esta medida de segurança visa garantir a segurança das tripulações durante a viagem, uma vez que o tamanho reduzido de algumas embarcações representa um risco para a navegação.
“Foi prestado apoio para que as embarcações não partissem sozinhas, pois há algumas embarcações muito pequenas, para que não venham a ter algum problema durante a viagem”, explicou. O navio Granma 2.0 partiu na tarde da passada sexta-feira, 20 de março, do Porto de Progreso, em Yucatán, México, com destino a Havana, Cuba.
Essa embarcação transporta mais de 30 toneladas de ajuda humanitária, incluindo material médico, alimentos, painéis solares para mitigar a crise energética provocada pelo bloqueio norte-americano e bicicletas, recolhidos graças ao esforço conjunto de activistas de mais de 11 países.
Posteriormente, no sábado, 21 de março, os dois últimos veleiros da delegação mexicana pertencentes à frota Nuestra América partiram de Isla Mujeres, no Caribe mexicano, também com destino à maior das Antilhas.
El presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reiteró este miércoles su agradecimiento tanto a la ayuda enviada por su homóloga de México, Claudia Sheinbaum, como a la solidaridad expresada por personalidades mexicanas hacia la isla caribeñahttps://t.co/P2nkxd6hSn
— teleSUR TV (@teleSURtv) March 12, 2026
Para além dos alimentos e dos materiais de assistência que o México continua a enviar para Cuba, o Governo de Sheinbaum procura alternativas para retomar o envio de combustível para a ilha. “Estamos também a procurar formas de fazer com que o combustível chegue sem afectar o México, seja como ajuda humanitária ou mesmo através de acordos comerciais”, explicou.
No âmbito de uma estratégia de cooperação a longo prazo, Sheinbaum sugeriu que a recente abertura de Cuba ao investimento privado representa uma oportunidade para o sector empresarial mexicano, o que poderia reforçar os laços económicos para além da ajuda de emergência.
A presidente recordou que, desde o início da década de 60, o México tem mantido uma posição firme contra o bloqueio económico, financeiro e comercial imposto pelos Estados Unidos a Cuba. Sob este princípio histórico, “somos contra que se impeça a chegada de combustível, com represálias contra outros países para que este não chegue, tanto no âmbito da ajuda humanitária como de acordos comerciais que qualquer país possa ter com outro” enfatizou.
No passado dia 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto presidencial que declara uma emergência nacional, ao considerar Cuba uma ameaça “invulgar e extraordinária” para a segurança do território norte-americano. A medida autoriza Washington a impor direitos aduaneiros sobre os bens provenientes de países que forneçam petróleo à ilha caribenha.
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