As negociações sobre o salário mínimo nas Honduras continuam num impasse, após quase três meses de diálogo
Os sindicatos mantêm a sua proposta de um aumento entre 7,0 % e 8,0 %, juntamente com a exigência de que o aumento tenha efeito retroactivo a partir de janeiro.
A comissão tripartida encarregada de definir o salário mínimo nas Honduras para o ano de 2026 continua sem chegar a um acordo, apesar de quase três meses de negociações entre sindicatos, empresários e o Governo, conforme confirmou um representante do sector dos trabalhadores nesta terça-feira.
O processo, iniciado há 53 dias de diálogo formal, não conseguiu estabelecer as novas percentagens de aumento nos 11 sectores de actividade económica, diferenciados por dimensão da empresa.
De acordo com vários meios de comunicação nacionais, a comissão realizou a sua sexta reunião sem resultados concretos, o que aumenta a incerteza entre os trabalhadores num contexto de pressão inflacionária, impulsionada pelo aumento dos combustíveis e da cesta básica.
🎥🇭🇳 | En #Honduras entra en vigencia la Ley de Empleo Parcial, severamente criticada por sectores sociales. Sindicatos denuncian que es inconstitucional, destruye la estabilidad laboral y pulveriza el salario mínimo, favoreciendo intereses corporativos. pic.twitter.com/MBEhdaltls
— teleSUR TV (@teleSURtv) April 1, 2026
Perante esta situação, os membros da comissão entraram em sessão permanente com o objectivo de acelerar as deliberações e chegar a um acordo que permita fixar o novo salário base neste país da América Central.
O representante da Confederação dos Trabalhadores de Honduras (CTH), Josué Orellana, explicou que os valores em discussão superam a taxa de inflação registada no ano anterior, de 4,98 por cento, o que permitiria uma compensação parcial face à perda do poder de compra.
«Apesar da perda do poder de compra, haverá algum tipo de compensação mínima pelo aumento do custo de vida», afirmou Orellana, que se mostrou optimista quanto à possibilidade de se chegar a um acordo nos próximos dias.
Os sindicatos mantêm a sua proposta de um aumento entre 7,0 e 8,0 por cento, juntamente com a exigência de aplicar a retroactividade a partir de janeiro. «Os trabalhadores não vão perder os meses de janeiro, fevereiro, março e abril; receberão o pagamento retroactivo», garantiu Orellana.
O Governo hondurenho participa como facilitador do diálogo e pretende que o novo salário tenha em conta o nível de inflação, a produtividade nacional e a situação económica do país.
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