Teerão: É “ridículo” que os EUA falem de ultimatos e prazos
"Não damos atenção à rectórica ameaçadora", afirmou Esmaeil Baqaei.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baqaei, salientou na quarta-feira, numa entrevista televisiva, a inutilidade de os Estados Unidos ameaçarem Teerão com ultimatos.
«No que diz respeito à República Islâmica do Irão, falar de ultimatos e prazos é ridículo», declarou Baqaei. «O Irão demonstrou que, na defesa dos seus interesses, e independentemente de comportamentos ameaçadores e pressões, segue em frente pelo seu próprio caminho», acrescentou.
Segundo o porta-voz, as autoridades iranianas estão empenhadas na defesa dos seus interesses e direitos. «Não damos atenção à rectórica ameaçadora. Por isso, tais coisas, no que diz respeito à República Islâmica do Irão, certamente não surtem efeito, e nós fazemos o nosso próprio trabalho», afirmou.
«Nesta fase, estamos empenhados em pôr fim à guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano», prosseguiu o responsável.
No mesmo contexto, sublinhou que o Irão entrou no processo de negociações «com total boa-fé e seriedade». «A outra parte deve demonstrar a sua seriedade. Olhamos para a outra parte com profunda desconfiança, e isso deve-se ao seu péssimo historial ao longo do último ano e meio. Mas, ao mesmo tempo, acompanhamos os assuntos com todas as nossas forças e com total boa-fé», afirmou.
«As nossas exigências são claras; a questão relacionada com a libertação dos activos iranianos bloqueados, as questões relacionadas com o fim da pirataria marítima e das ações de assédio levadas a cabo contra a navegação da República Islâmica do Irão, figuram entre os temas que, desde o início, foram expostos com total clareza», explicou.
O porta-voz classificou essas ações como «contrárias ao direito internacional». «Constituem uma violação do cessar-fogo e, o que é mais importante: o principal factor de perturbação do comércio livre e da navegação marítima internacional são precisamente estas ações dos Estados Unidos», afirmou.
«São ações que não só afectaram a situação na nossa região, no Golfo Pérsico, no Mar de Omã e no Estreito de Ormuz, mas também provocaram perturbações na cadeia de abastecimento de mercadorias, energia e combustível nas regiões mais remotas do mundo», afirmou Baqaei.
«A comunidade internacional deve exigir aos Estados Unidos que ponham fim à pirataria marítima e às suas ações ilegais em águas internacionais. Esta questão está, sem dúvida, presente nas considerações da parte iraniana em todas as conversas e trocas de mensagens», resumiu.
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