O grupo de combate do porta-aviões norte-americano Nimitz entrou no Caribe
O porta-aviões Nimitz e o seu grupo de combate entram no Caribe no meio de uma intensa campanha de pressões e hostilidade contra Cuba. Segundo o Southcom, chegou à região no âmbito da operação Southern Seas 2026.
O porta-aviões de propulsão Nimitz e o seu grupo de combate entraram nesta quarta-feira no Mar das Caraíbas, escalada das ameaças e pressões contra Cuba e na data em que o Departamento de Justiça dos EUA apresentou acusações contra o líder da Revolução cubana, o General do Exército Raúl Castro.
«Bem-vindo às Caraíbas, grupo de combate do porta-aviões Nimitz!», publicou o Comando Sul no X. O Nimitz está acompanhado por contratorpedeiros, aeronaves embarcadas e outros navios.
Welcome to the Caribbean, Nimitz Carrier Strike Group!
— U.S. Southern Command (@Southcom) May 20, 2026
The aircraft carrier USS Nimitz (CVN 68), the embarked Carrier Air Wing 17 (CVW-17), USS Gridley (DDG 101) and USNS Patuxent (T-AO 201) are the epitome of readiness and presence, unmatched reach and lethality, and strategic… pic.twitter.com/83mfzSIKzd
«O porta-aviões USS Nimitz (CVN 68), a 17.ª Ala Aérea de Porta-aviões (CVW-17) a bordo, o USS Gridley (DDG 101) e o USNS Patuxent (T-AO 201) são o epítome da preparação e presença, do alcance e letalidade inigualáveis, e da vantagem estratégica», afirmou o Southcom.
De acordo com o comunicado, o grupo de combate do USS Nimitz chegou ao mar das Caraíbas no âmbito da operação naval Southern Seas 2026, destinada a reforçar a presença estratégica de Washington na América Latina e nas Caraíbas e a «fortalecer a cooperação marítima e a interoperabilidade com nações aliadas da região».
A operação incluiria exercícios navais, visitas a portos e manobras conjuntas com forças militares de vários países da América Latina e das Caraíbas.
No final de 2025, Washington enviou outro porta-aviões para as Caraíbas, o USS Gerald Ford, justificando a sua presença com a Operação Lança do Sul, a cruzada de Trump contra o tráfico de droga que já causou mais de 190 execuções extrajudiciais na região.
A 3 de janeiro, o USS Gerald Ford interveio em apoio à agressão militar que causou uma centena de mortos na Venezuela e culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, após o que se juntou às operações na Ásia Ocidental antes de regressar aos EUA para reparações.
O Nimitz, entretanto, apoiou a Operação Martelo da Meia-Noite, que, em meados de 2025, incluiu bombardeamentos de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, e posteriormente participou em operações nas águas da Somália.
Trump mantém as ameaças contra Cuba
Numa intervenção esta quarta-feira, Trump repetiu as linhas do discurso do secretário de Estado, Marco Rubio, que, a propósito do dia 20 de maio — data em que, em 1902, foi instaurada em Cuba a república sob influência dos EUA —, afirmou que, nessa data, Cuba ficou livre pela primeira vez, ignorando assim totalmente a história e o consenso historiográfico sobre os factos.
Segundo Trump, em 20 de maio de 1902 concretizou-se a visão de liberdade do povo cubano, «quando foi fundada a República de Cuba, marcando o início do autogoverno». A essa data seguiram-se quase seis décadas de intervenção estrutural dos Estados Unidos em Cuba, que nasceu como uma república sem soberania e como uma neocolónia dos EUA.
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