Sheinbaum lembra o massacre de Acteal e aponta a responsabilidade do Estado nos governos anteriores
Cidade do México. No âmbito do 28.º aniversário do massacre de Acteal, a presidente Claudia Sheinbaum Pardo assinalou que, durante os governos anteriores à 4T, foram ordenados «atos criminosos por parte do Estado».
Questionada sobre aquele capítulo da história, em que paramilitares assassinaram 45 indígenas daquela localidade do município de Chenalhó, Chiapas, em 22 de dezembro de 1997, durante o governo do priista Ernesto Zedillo, a mandatária afirmou que as administrações da Transformação “somos outra coisa, não somos iguais aos governos do PRIAN”.
Nesse sentido, criticou a “hipocrisia” dos seus opositores, que agora tacham o governo da 4T de “autoritário”, mas nas suas críticas não mencionam esse tipo de factos.
“Há muita hipocrisia quando se fala de ‘autoritarismo’, porque não se mencionam esses atos criminosos do Estado, que são muitos, desde o século XX e depois no século XXI, os governos anteriores ao período neoliberal e os do governo neoliberal”, apontou.
Ressaltou que a Transformação se comprometeu a não ordenar que as forças de segurança agredissem a população e, pelo contrário, garantisse as liberdades de expressão, reunião e mobilização.
“Comprometemo-nos a nunca usar a força do Estado contra um povo, uma mobilização. Quando há abuso policial ou de algum elemento das forças federais, isso tem de ser punido, mas nunca é ordenado pelo governo. (O que acontecia no passado) isso sim é autoritário (…) na verdade, foram governos muito autoritários contra o povo, e é preciso lembrar isso”, enfatizou.
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