
As Forças Armadas do Irão alertam Israel para uma «resposta dura» devido aos ataques no Líbano
A instituição militar afirmou que Israel violou o cessar-fogo no sul do Líbano em 84 ocasiões nos últimos dois dias.
As Forças Armadas do Irão advertiram esta terça-feira o Exército israelita de que enfrentará uma «resposta dura» se não puser fim às suas acções no sul do Líbano, segundo informa a agência IRNA, citando um comunicado oficial.
Segundo o meio de comunicação, o Quartel-General Central Khatam al Anbiya declarou que, se «o exército assassino de crianças do regime sionista não puser fim às suas atrocidades no sul do Líbano, deverá esperar uma resposta severa das poderosas Forças Armadas da República Islâmica do Irão».
Além disso, a instituição militar referiu que o Exército israelita prosseguiu as suas acções no sul do Líbano apesar do anúncio do fim da guerra feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo o quartel-general, Israel violou 84 vezes o cessar-fogo no sul do Líbano nos últimos dois dias e continua a cometer «crimes e massacres» contra o povo libanês.
- A 14 de junho, Washington e Teerão anunciaram que o texto do memorando de entendimento já estava concluído e que a assinatura oficial teria lugar na sexta-feira 19 de junho, na Suíça. O anúncio pôs fim a semanas de tensas negociações entre ambos os países, que, por momentos, pareciam avançar muito pouco.
- «O acordo com a República Islâmica do Irão já é um facto. Parabéns a todos!», afirmou Donald Trump, tendo autorizado «plenamente a abertura sem restrições do estreito de Ormuz» e o «levantamento imediato do bloqueio naval dos Estados Unidos».
- O vice-ministro dos Assuntos Jurídicos e Internacionais do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Kazem Gharibabadi, indicou que, conforme acordado, «a partir desta noite [de 14 de junho] será anunciado o fim imediato e definitivo da guerra e das operações militares em várias frentes, incluindo o Líbano».
- O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador fundamental nas negociações, também confirmou que o acordo inclui o Líbano.
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