
A presidente do México apela à limitação do uso de telemóveis entre os menores e à regulamentação da IA
Sheinbaum classifica o vício nos telemóveis como um problema de saúde pública e propõe abrir um debate nacional para restringir a utilização destes dispositivos nas escolas primárias do país.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, propôs esta quarta-feira, a partir do Palácio Nacional, a abertura de um debate social para restringir o uso de telemóveis por menores e legislar sobre a inteligência artificial.
A presidente classificou a dependência dos algoritmos e a sobre exposição aos telemóveis como um problema de saúde pública e de saúde mental. Sheinbaum afirmou que a utilização noturna destes dispositivos móveis reduz o tempo de sono das crianças, um factor vital para o desenvolvimento biológico da infância no México.
Um recenseamento governamental realizado junto de 1,2 milhões de estudantes universitários e docentes analisa atualmente a penetração da inteligência artificial no sistema educativo nacional, enquanto inquéritos oficiais demonstraram que a maioria das famílias mexicanas apoia a restrição do uso de telemóveis nas salas de aula do ensino básico, a fim de evitar comportamentos de dependência.
A chefe de Estado descartou a aplicação de proibições unilaterais ou de censura estatal, distanciando-se de regulamentações restrictivas como as do Reino Unido.
A presidente do México salientou a necessidade de construir consensos colectivos através do diálogo nos lares e nos estabelecimentos de ensino, a fim de recuperar a convivência comunitária face ao isolamento tecnológico.
Perante esta situação, a Subsecretaria do Ensino Superior está a promover uma campanha educativa nocturna para desencorajar o consumo de conteúdos nos telemóveis antes de dormir e promover a leitura em família.
O Governo federal reiterou a urgência de legislar nesta matéria para evitar que os mecanismos de recompensa digital afectem o desenvolvimento cognitivo dos jovens.
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