
Lisboa gritou por Cuba: Centenas de vozes contra o bloqueio e a favor da vida
Centenas de pessoas reuniram-se em Lisboa. Não era um comício qualquer. Era um grito de irmandade que atravessou o Tejo e foi bater ao Malecón. Era uma multidão que disse, bem alto, que Cuba não está só.
A manifestação, dinamizada pela Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC) e pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), começou na Cidade Universitária e percorreu as ruas de Lisboa até à embaixada dos Estados Unidos. Cada passo, uma denúncia. Cada palavra, um murro no silêncio.
O lema era claro e urgente: “Cuba não está só! Cuba vencerá!”
E por detrás desse lema, havia razões que pesam como pedras na alma:
Mais de 60 anos de um bloqueio criminoso que não é sanção – é uma execução em câmara lenta.
Sanções ilegais que se estendem a empresas, bancos e países inteiros que ousem cooperar com a ilha.
A consciência de que ser solidário com Cuba não é uma opção política – é um dever humanitário. E que respeitar a Constituição portuguesa é também respeitar o direito de um povo à sua autodeterminação.
Aqueles que estiveram ontem em Lisboa não são apenas activistas. São portugueses que se recusam a normalizar o horror. Que sabem que o bloqueio não é um assunto distante – é uma ferida aberta no mundo, e que, de alguma forma, também os mancha.
O sol de Lisboa viu o abraço de dois povos. O vento que soprou do Tejo levou até Cuba a certeza de que há quem não se cale. Enquanto houver mãos que se ergam, vozes que se juntem, passos que se dirijam à embaixada do império, a luta continua.
Cuba não está só. Cuba vencerá.
















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