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Sheinbaum rejeita a ingerência estrangeira no México face ao caso de “El Mayo” Zambada

A presidente do México considerou de extrema importância revelar publicamente a forma como os organismos estrangeiros planearam e executaram a captura do traficante de droga em território internacional.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira, 6 de julho, que a luta legítima contra o crime organizado não pode, sob nenhum pretexto, justificar a ingerência estrangeira nos assuntos internos da nação.

A chefe de Estado anunciou que, nesta terça-feira, 7 de julho, será apresentado um relatório detalhado com dados oficiais sobre a polémica detenção do traficante de droga Ismael «El Mayo» Zambada, ocorrida em território norte-americano.

A origem da controvérsia remonta à transferência unilateral de Zambada para os Estados Unidos, sem a autorização nem a participação das agências de segurança mexicanas, um facto que violou os acordos bilaterais de cooperação. Esta acção secreta provocou um aumento imediato da violência armada no estado de Sinaloa, no norte do país, devido ao confronto entre facções que disputam o controlo territorial da região.

Zambada foi detido no Texas depois de ter sido levado, sob falsos pretextos, num avião privado, uma aeronave que, na semana passada, foi doada pelo FBI (Federal Bureau of Investigation) a um museu militar no Novo México. Sheinbaum considerou muito importante divulgar publicamente este acontecimento, contrastando as acções actuais da agência norte-americana com as declarações oficiais entregues na altura ao Governo mexicano.

A partir do Palácio Nacional, a dignitária considerou de extrema importância trazer à luz pública a forma como os organismos estrangeiros planearam e executaram esta captura em território internacional. A presidente antecipou que, nesta terça-feira, irá revelar as cartas e comunicações oficiais trocadas entre o ex-procurador Alejandro Gertz e o ex-embaixador dos Estados Unidos, Ken Salazar, para esclarecer as contradições do caso.

A presidente apoiou a posição de dignidade nacional defendida inicialmente pelo ex-presidente Andrés Manuel López Obrador, salientando que o esclarecimento destes factos é vital para a boa saúde das relações diplomáticas. Sheinbaum sublinhou que a sua administração continuará a avançar com determinação nos planos conjuntos de segurança cidadã, mas sempre num quadro de cooperação mútua e de absoluta independência política.

Por fim, o Governo do México reiterou que o respeito pela autodeterminação dos povos constitui um princípio inalienável para garantir a paz e a estabilidade democrática em toda a região latino-americana.

O governo federal concluiu que a colaboração com a Casa Branca se manterá ativa na fronteira comum, mas rejeitando firmemente qualquer tentativa de subordinação ou ingerência imperial nos poderes do Estado.

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