Panamá: Suntracs denuncia rusgas na sede do sindicato e apela à continuação da greve
Quase 30 dias após o início da greve por tempo indeterminado das centrais sindicais no Panamá, mais sectores se juntam às mobilizações em rejeição da Lei 462 sobre a reforma da Caixa de Segurança Social (CSS).
O secretário-geral do Sindicato Único Nacional de Trabajadores de la Construcción y Similares (Suntracs) do Panamá, Saúl Méndez, denunciou na terça-feira a invasão da sede do sindicato, localizada na cidade de David, na província de Chiriquí, e o aumento da repressão contra os manifestantes.
Em mensagem publicada em suas redes sociais, Méndez acusou o presidente panamenho, José Raúl Mulino, de perseguir os setores mobilizados e isolar as organizações populares. Também responsabilizou o presidente pela detenção do líder do Suntracs em Chiriquí, Jaime Caballero.
Caballero foi enviado para a prisão de La Gran Joya, uma das mais perigosas do país, onde permanece em prisão preventiva enquanto prosseguem as investigações contra ele. Da sua cela, publicou uma carta que está a ser amplamente divulgada nas redes sociais. A sua audiência de recurso está marcada para 30 de maio.
En el día 23 de la huelga, el local de SUNTRACS en Chiriquí fue allanado.
— Suntracs Panama ⚒ (@SuntracsPanama) May 20, 2025
Lo denunciamos con firmeza: el gobierno persigue, intimida y ataca porque teme al pueblo organizado.
Esto no es seguridad, es represión.#HuelgaNacional #SUNTRACS pic.twitter.com/kRYjRLdsSA
Méndez destacou a firmeza de Caballero na luta e exortou os panamenhos a continuarem a lutar para rejeitar a reforma das pensões e outras medidas do governo.
O Panamá está a aproximar-se do primeiro mês de greve por tempo indeterminado, com vários sectores mobilizados. A três dias do primeiro mês da greve geral por tempo indeterminado no Panamá, o conflito continua, com vários sectores sociais a saírem à rua.
Os manifestantes afirmam que não terminarão a greve enquanto o governo não revogar a Lei 462, que modifica o Fundo de Segurança Social, por considerarem-na prejudicial aos direitos dos trabalhadores, uma vez que degrada o sistema de pensões e oferece pensões de fome.
No caso dos bananeiros, embora o governo tenha proposto regulamentar a Lei 462 – uma lei que regula a sua atividade laboral – o sector exige a sua revogação total. Além disso, insistem numa nova legislação que garanta melhores condições, alinhando-se com as reivindicações mais amplas do movimento social.
En la carta enviada al mandatario, los diputados afirman ser “testigos del profundo malestar social causado por algunos artículos” de la Ley 462, y consideran necesario abrir “un espacio legal, plural y participativo de diálogo”.https://t.co/P25tb40Cz5
— Movimiento Otro Camino - Partido político - Panamá (@OtrocaminoPma) May 19, 2025
No plano político, cinco deputados da Assembleia Nacional – alguns deles de livre nomeação e outros do Movimiento Otro Camino – enviaram uma carta ao Presidente José Raúl Mulino solicitando que a Lei 462 seja incluída nas sessões extraordinárias da legislatura.
Estas sessões estão agendadas para discutir três nomeações importantes para o Conselho de Administração do Canal do Panamá. Com esta iniciativa, os legisladores pretendem abrir canais de diálogo e dar resposta a uma das principais reivindicações do movimento social.
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