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Procuradoria da Guatemala ampliou sobre nova fase no caso Odebrecht

Cidade da Guatemala, 4 de Junho (Cuba Soberana) O chefe da Procuradoria Especial contra a Impunidade (FECI) da Guatemala, Rafael Curruchiche, falou hoje aqui sobre o caso Odebrecht e os chamados «Acordos Fraudulentos, Corrupção e Impunidade».

Em conferência de imprensa, a autoridade detalhou que a investigação revelou um padrão sistemático de actuação ilegal por parte de ex-funcionários da Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (Cigig).

Incluiu também membros do órgão investigativo durante a gestão anterior, o que constituiu, segundo ele, uma das tramas mais graves da história recente da região.

O procurador sublinhou que esta fase da investigação permitiu determinar que os envolvidos, longe de cumprir o seu mandato de combater a corrupção, se tornaram actores chave de um esquema perverso de extorsão, encobrimento e manipulação judicial.

De acordo com o exposto, estes ex-funcionários arquivaram, eliminaram ou até negociaram processos relacionados com figuras chave do caso Odebrecht.

Curruchiche descartou que o tenham feito por falta de provas, mas sim como parte de negociações ilícitas nas quais exigiam dinheiro ou favores políticos em troca de impunidade.

A investigação comprovou que a administração anterior da FECI, dirigida pelo ex-procurador Juan Francisco Sandoval Alfaro, baseou a sua tese em acordos de colaboração.

Ele mencionou que os assinou com directores da construtora Odebrecht, como Luis Antonio Mameri, Marcos de Cerqueira Lima, Eduardo Oliveira e José Carlos Probes.

Esses acordos, acrescentou, longe de contribuir para o esclarecimento dos factos, foram usados para excluir deliberadamente a participação de actores nacionais e conceder benefícios ilegais a pessoas ligadas aos factos investigados.

Na véspera, o chefe da FECI anunciou mandados de prisão contra o ex-titular da Cicig, Iván Velásquez, actual ex-ministro da Defesa colombiano e actual representante desse país junto à Santa Sé.

Acrescentou Luz Adriana Camargo, procuradora geral da nação cafeeira e membros da mesma Comissão, pelos crimes de associação ilícita, tráfico de influência, obstrução da justiça e conluio.

Em seguida, o Governo guatemalteco rejeitou enfaticamente os mandados de captura emitidos, os quais, em sua opinião, carecem de fundamento jurídico e violam um acordo assinado com as Nações Unidas.

«Estas acções são realizadas com um objectivo político evidente, sem respaldo na ordem jurídica, e somam-se à série de ações por parte do Ministério Público, da Procuradora-Geral e de juízes associados à corrupção», descreveu.

A acção do Ministério Público guatemalteco gerou respostas do governo colombiano, bem como de organismos internacionais, com o presidente Gustavo Petro a afirmar que a Procuradoria da Guatemala obedece ao crime e não aos cidadãos.

Fonte:

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