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A advertência do Secretário da Guerra dos EUA a Cuba

Pete Hegseth afirmou que a ilha está sob «uma grande pressão» e que, por isso, é necessário tomar «decisões importantes».

O secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, lançou esta quarta-feira uma nova advertência contra as autoridades de Cuba, país que, por sua vez, classificou como «mentira» as acusações de Washington de que a ilha representaria uma ameaça à segurança dos EUA.

Hegseth afirmou que «há muita pressão» sobre a ilha neste momento. «Têm decisões importantes a tomar e por vezes os líderes tomam a decisão errada quando estão sob pressão», afirmou.

Encorajamo-vos a não seguirem nessa direcção, pois isso apenas criaria uma espécie de ameaça com a qual os EUA teriam de lidar”, acrescentou ele a partir do Quartel-General do Comando Central dos EUA, em Tampa, na Flórida.

Rodeado por tropas norte-americanas, continuou: «A nossa mensagem a Cuba é: não entrem neste jogo, não entrem neste jogo em que ameaçam os norte-americanos ou a pátria norte-americana, porque não lhes vai correr bem».

«Temos opções em todo o mapa», declarou o chefe do Pentágono quando questionado sobre a possibilidade de uma «operação militar» semelhante à que pôs fim ao sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Dessa forma, Hegseth salientou que «todas essas opções estão em cima da mesa», incluindo as do Comando Central. «O presidente [Donald Trump] espera que respondamos com firmeza e determinação, e que utilizemos o nosso poder de fogo, e sem dúvida fá-lo-emos se for necessário», acrescentou.

Ameaças a Cuba e a outros países

  • A 29 de janeiro, Trump assinou um decreto presidencial que declara uma «emergência nacional»  face à suposta «ameaça invulgar e extraordinária» que, segundo ele, Cuba representa para a segurança dos Estados Unidos e da região. O texto acusa o Governo cubano de se aliar a «inúmeros países hostis», de acolher «grupos terroristas transnacionais» e de permitir a implantação na ilha de «capacidades militares e de inteligência sofisticadas» da Rússia e da China.
  • Nessa base, foi anunciada a imposição de direitos aduaneiros aos países que vendem petróleo à nação caribenha, a que se somam ameaças de retaliação contra aqueles que desrespeitem o decreto da Casa Branca.
  • A medida foi tomada no meio de uma escalada de tensões entre Washington e Havana, que, sistematicamente, tem rejeitado essas acusações e advertiu que defenderá a sua integridade territorial. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, respondeu que «esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma camarilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais».
  • Os EUA mantêm um bloqueio económico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado com inúmeras medidas coercivas e unilaterais por parte da Casa Branca.

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