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“A bebedeira passou ou é por causa das férias de Natal?”: Pacificadores europeus surpreendem Medvedev

O ex-presidente russo destacou a reviravolta de 180 graus na retórica de certos políticos europeus sobre as relações com Moscovo.

O ex-presidente da Rússia e actual vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitri Medvédev, mostrou-se surpreso com as recentes declarações dos “pacificadores europeus”, que recuaram no ímpeto belicista contra Moscovo que se instalou na retórica dos políticos da região.

“Os ‘pacificadores europeus’ surpreendem. [O ministro da Defesa da Alemanha, Boris] Pistorius disse que não acredita que uma guerra entre a OTAN e a Rússia venha a eclodir e [o presidente da Finlândia, Alexander] Stubb reconheceu que o nosso país não tem qualquer interesse em atacar os membros da aliança”, escreveu Medvedev nas redes sociais.

“Então, o que aconteceu? A bebedeira passou ou simplesmente começaram as férias de Natal?”, perguntou com ironia.

Mudança radical na rectórica de Pistorius

Pouco antes, Pistorius declarou que, em sua opinião, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, “não está interessado em travar uma guerra mundial em grande escala contra a OTAN”. Assim, comentou as declarações do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que recentemente voltou a insistir na existência de uma suposta ameaça russa nas fronteiras europeias, instando os aliados a prepararem-se para uma guerra comparável em escala à que “suportaram” os seus “avós e bisavós”. “Talvez [Rutte] quisesse descrever de forma muito apelativa o que pode vir a acontecer. Não acredito nesse tipo de cenário”, afirmou Pistorius.

As palavras do ministro da Defesa alemão mostram uma mudança radical na sua postura em relação à possibilidade de um conflito armado entre a OTAN e a Rússia. Em meados de novembro, ele afirmou que esse conflito poderia começar antes de 2029.

A Rússia não tem intenção de atacar a Europa

Moscovo salientou em várias ocasiões que não planeia nenhum ataque contra os países europeus.

Na semana passada, Putin denunciou que, em certos países europeus, as pessoas são “incutidas” com medos sobre um suposto confronto inevitável com a Rússia, o que não passa de uma mentira. “Já o disse repetidamente: isto é uma mentira, um disparate, simplesmente uma loucura sobre a suposta ameaça russa aos países europeus. Mas isso é feito de forma totalmente consciente”, afirmou o líder russo. “A verdade é que a Rússia, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, sempre tentou — até ao fim, enquanto houvesse a mínima possibilidade — encontrar soluções diplomáticas para as contradições e os conflitos”, destacou.

No final de novembro, o presidente russo afirmou que o seu país nunca teve a intenção de atacar a Europa e acrescentou que Moscovo está disposta a reafirmar esse compromisso “por escrito”. “Uma coisa é dizer, em termos gerais, que a Rússia não tem intenção de atacar a Europa. Isso parece-nos ridículo. Nunca foi nossa intenção, mas se querem ouvir isso da nossa boca, estamos dispostos a colocá-lo por escrito”, afirmou.

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