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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, destaca o acordo entre a Pemex e a Petrobras

O documento assinado visa estabelecer formalmente as bases para uma cooperação de longo prazo nas áreas da exploração, produção e transformação de hidrocarbonetos.

Nesta quarta-feira, 24 de junho, a presidente Claudia Sheinbaum destacou que o alcance do acordo estratégico assinado entre a Petróleos Mexicanos (Pemex) e a estatal brasileira Petrobras, um instrumento que abre formalmente as portas para reforçar a investigação científica, promover a transferência tecnológica e avaliar o desenvolvimento de projectos conjuntos de extracção nas águas do Golfo do México.

No âmbito da sua conferência de imprensa matinal, e em resposta a uma pergunta sobre o memorando de entendimento assinado na véspera, a chefe do Executivo federal recordou que a Petrobras desenvolveu técnicas de vanguarda muito relevantes a nível global na exploração de petróleo, tanto em águas profundas como em águas pouco profundas.

A chefe de Estado reiterou o interesse do país asteca em assimilar a tecnologia de perfuração brasileira, explicando que, em contrapartida, a contraparte sul-americana está interessada em conhecer em profundidade os processos através dos quais a Pemex melhorou substancialmente a produção nacional de fertilizantes.

​«A ideia é que haja apoio tecnológico, transferência de tecnologia e até mesmo a possibilidade de a Pemex e a Petrobras explorarem em conjunto alguma zona do Golfo», explicou a dignitária, que se referiu igualmente aos notáveis avanços da empresa estatal brasileira no domínio dos biocombustíveis.

​A este respeito, Sheinbaum revelou que ambos os países já colaboram numa linha de investigação científica orientada para a produção de biodiesel a partir do maguey mexicano, um esforço que decorre em paralelo com um estudo semelhante levado a cabo a nível local no estado de Yucatán. 

O que pretendemos é reforçar a investigação científica e o desenvolvimento tecnológico noutras áreas, para além do petróleo e do gás”, afirmou.

​Além disso, a presidente destacou a relevância geopolítica do facto de este acordo ser celebrado diretamente entre as principais empresas petrolíferas públicas dos dois países com maior população e Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina, um marco favorecido pela estreita afinidade política e económica existente entre os governos de ambos os países.

Cooperação sem compromissos de investimento vinculativos

O documento assinado visa estabelecer formalmente as bases para uma cooperação de longo prazo nas áreas da exploração, produção e transformação de hidrocarbonetos. 

De acordo com um comunicado oficial emitido pela Pemex, o memorando de entendimento tem uma vigência inicial de dois anos, com amplas possibilidades de renovação, dependendo do andamento das mesas técnicas.

No entanto, a empresa estatal mexicana esclareceu que o texto actual tem um carácter estritamente preparatório, pelo que não constitui um compromisso vinculativo de investimento nem cria automaticamente uma sociedade, consórcio ou joint venture entre as partes.

​De acordo com o que foi divulgado pelos departamentos corporativos, as oportunidades comerciais ou de perfuração que venham a ser identificadas ao longo deste período serão objecto de futuras negociações independentes e a sua concretização dependerá da assinatura de contratos e instrumentos jurídicos específicos.

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