Centro Cultural Equatoriano-Iraniano é atacado no Equador
Os agressores atiraram pedras e gases lacrimogéneos para o local, onde havia até menores de idade, e carregavam bandeiras israelitas e americanas.
Enquanto um grupo de pessoas rezava neste sábado, no âmbito do Ramadão, um período sagrado para os muçulmanos, o Centro Cultural Equatoriano-Iraniano, localizado na capital equatoriana, foi atacado. Os agressores atiraram pedras e gases lacrimogéneos ao local, onde havia até menores de idade, e carregavam bandeiras israelitas e americanas.
Como consequência, houve indivíduos agredidos e feridos, além de janelas destruídas e outros danos à propriedade.
Por outro lado, nas redes sociais circulam vídeos em que se vê um grupo de pessoas a sair de um carro branco e a atacar o centro, enquanto proferem insultos aos indivíduos que estão dentro. Pouco tempo depois dos factos, a polícia chegou ao local.
O ataque, contra o que o Partido Comunista Equatoriano (PCE) considerava um espaço para a coexistência pacífica e o diálogo entre os povos, foi denunciado pelo PCE.
📌 Este sábado 28 de febrero, en Quito, #Ecuador🇪🇨, individuos identificados como miembros de grupos sionistas y ciudadanos portando banderas de #EstadosUnidos🇺🇸 realizaron un ataque al Centro Cultural Iraní.
— teleSUR TV (@teleSURtv) March 1, 2026
🔴 Según los reportes iniciales, el incidente ha dejado personas… pic.twitter.com/PlcFWG7gEF
“Rejeitamos veementemente o uso de simbolismo fascista e sionista neste ataque. Esses emblemas não só representam ideologias de ódio e exclusão, mas também evidenciam de forma crua o preocupante avanço da extrema direita em nosso país e na região”, afirmou o PCE.
Esta situação em Quito ocorre ao mesmo tempo que a intensificação militar observada em 28 de fevereiro no Médio Oriente, após os ataques ao Irão realizados pelos Estados Unidos e Israel e a resposta subsequente do país islâmico.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Equador emitiu um comunicado no qual manifesta “preocupação” com o agravamento da guerra e condena a postura do Irão, mas não faz referência ao bombardeamento sofrido por este país.
“Que comunicado tão desajeitado, servil, tendencioso e contrário à Constituição e ao direito! Não diz nada sobre a agressão criminosa perpetrada pelos Estados Unidos e Israel, Estados terroristas que atacam países soberanos e ameaçam a paz mundial. Triste e indigno papel do Equador e do Ministério dos Negócios Estrangeiros”, afirmou Fernando Yepez, que foi vice-ministro dos Negócios Estrangeiros.
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