Lula confirma resposta a Trump diante de ameaça comercial ao Brasil
Brasília, 11 de Julho (Cuba Soberana) O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, confirmou hoje que aplicará tarifas retaliatórias se o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, concretizar o aumento de 50% nas importações nacionais.
“Se ele nos cobrar 50%, nós cobraremos 50%”, declarou Lula numa entrevista televisiva.
Ele garantiu que, caso as negociações fracassem, entraria em vigor a Lei da Reciprocidade aprovada este ano pelo Congresso Nacional.
As declarações reactivam o risco de uma guerra comercial entre as duas potências, num cenário que lembra as tensões anteriores entre Washington e Pequim.
No Brasil, mesmo líderes políticos tradicionalmente moderados como Davi Alcolumbre (Senado) e Hugo Motta (Câmara dos Deputados) apoiaram a posição do Executivo.
“Defenderemos a nossa economia e os nossos empregos”, afirmaram num comunicado conjunto.
O gatilho foi uma carta assinada por Trump, publicada nas redes sociais, na qual o republicano classifica como “caça às bruxas” o julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de golpista, e inclui duras críticas ao Poder Judiciário brasileiro.
Segundo Lula, o documento representa uma ingerência intolerável e ordenou aos seus diplomatas que o devolvessem se chegasse formalmente ao Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo em Brasília.
Analistas consideram que esta tensão beneficia politicamente Lula.
“Trump deu-lhe uma narrativa eleitoral”, observou Thomas Traumann, consultor político.
Por sua vez, o jornal O Estado de São Paulo, geralmente crítico ao governo, classificou a medida de Trump como “uma coisa da máfia” e apoiou a resposta de Lula.
A Confederação Nacional da Indústria alertou que um aumento de 50% nas tarifas afectaria especialmente sectores como o siderúrgico, o agroindustrial e o de tecnologia, pilares fundamentais das exportações brasileiras para os Estados Unidos.
Enquanto isso, sectores ligados ao ex-governante de extrema direita, como seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, actualmente a residir nos EUA, expressaram o seu apoio público a Trump, intensificando a percepção de uma crise binacional motivada por interesses pessoais.
O caso levanta questões não apenas sobre a soberania brasileira, mas também sobre os limites do poder presidencial dos Estados Unidos na política comercial.
A situação aumenta a incerteza política no Brasil. O julgamento contra Bolsonaro continua, enquanto se especula que Trump poderia oferecer-lhe algum tipo de asilo se ele for condenado.
Para Lula, a resposta é clara: “O Brasil não se ajoelha diante de pressões externas”.
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