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Porto-riquenhos saem às ruas para manifestar o seu apoio à Venezuela

Os manifestantes marcharam pela Avenida Chardón, onde fica um dos principais tribunais federais da ilha, com cartazes, música popular e slogans como «Fora, fora, que os gringos saiam da Venezuela».

Centenas de porto-riquenhos manifestaram-se neste sábado em frente ao Tribunal Federal em San Juan para rejeitar a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, ocorrida na madrugada, quando ataques simultâneos abalaram as «localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira».

Os manifestantes marcharam pela Avenida Chardón, onde está localizado um dos principais tribunais federais da ilha, com cartazes, música popular e slogans como «Fora, fora, que os gringos saiam da Venezuela» e «Imperialismo é pilhagem». O protesto, de carácter pacífico, contou com a participação de cidadãos de diferentes sectores, incluindo artistas e estudantes.

«Irmãos da Venezuela, saibam que não concordamos com o que estão a fazer. E aqui estamos solidários. O fio do nosso machete está bem atento à oportunidade de vingar esta afronta que estão a fazer contra o povo da Venezuela», declarou o cantor Emmanuel Santana, um dos oradores de destaque na mobilização.

Rodríguez relatou que a melhor amiga de sua mãe, residente na Venezuela, testemunhou o bombardeio: “No início, ela pensou que fosse um terremoto, porque estava a tremer e via os vidros da sua casa a se moverem. Nunca pensei que chegariam a esse nível”.

Por outro lado, apesar das manifestações de apoio à Venezuela, Jenniffer González, governadora de Porto Rico, aproveitou a ocasião para destacar o papel que a ilha caribenha desempenhou nos acontecimentos da madrugada de 3 de janeiro. «A importância da ilha no Caribe, no papel que desempenhamos na defesa, é motivo de orgulho para nós, porto-riquenhos, por fazermos parte desta grande nação», afirmou González.

A base Roosevelt Roads, localizada em Ceiba, foi utilizada durante os últimos dois meses pelo exército norte-americano para a realização de exercícios militares, segundo declarou a governadora. O presidente Donald Trump confirmou a operação realizada, que foi descrita como uma «acção militar gravíssima» e que recebeu rejeição a nível mundial devido ao impacto desse ataque unilateral.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou a sua «profunda preocupação» com os acontecimentos, classificando-os como «um precedente perigoso» e reiterando a necessidade de respeitar o direito internacional e a Carta das Nações Unidas. Guterres apelou ao «estabelecimento de um diálogo inclusivo, com pleno respeito pelos direitos humanos e pelo Estado de direito».

Fonte:

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