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Colômbia informou sobre reunião do Conselho de Segurança para abordar agressão à Venezuela

A Colômbia convocou uma reunião do Conselho de Segurança da ONU na próxima segunda-feira para tratar da situação decorrente dos ataques dos EUA.

O Governo da Colômbia informou a convocação para esta próxima segunda-feira de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), para que esse órgão considere a complexa situação regional decorrente dos recentes ataques militares perpetrados pelos EUA contra a Venezuela e o sequestro do seu presidente constitucional Nicolás Maduro.

Através de uma publicação na rede social X, a directora do Departamento Administrativo da Presidência da República (Dapre), Angie Rodríguez, notificou que também solicitou a convocação de uma reunião extraordinária do Conselho Permanente da OEA e de uma reunião de ministros das Relações Exteriores da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), cuja presidência pro tempore é ocupada pelo presidente colombiano Gustavo Petro, com o objectivo de articular uma posição regional sobre o assunto.

A missão da Somália junto às Nações Unidas, que preside o CSNU neste mês de janeiro, confirmou que o órgão se reunirá para analisar a situação decorrente da agressão norte-americana em Caracas e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira, que deixaram um saldo ainda não determinado de civis mortos e feridos.

Da mesma forma, o governo colombiano anunciou uma série de ações e mobilizações a serem realizadas na zona fronteiriça com o país vizinho, com foco preventivo diante de possíveis incidentes na fronteira, dadas as repercussões imprevisíveis das acções de Washington para a segurança do continente.

Assim, foi disposta a mobilização de 30.000 soldados, com prioridade nas regiões consideradas críticas, sob um esquema de resposta integral e articulada entre todas as entidades do Estado.

O ataque à Venezuela ocorreu após três meses de hostilidades crescentes por parte dos Estados Unidos, que em agosto iniciaram uma operação militar no Caribe que inclui um submarino nuclear, contratorpedeiros, o porta-aviões USS Gerald R. Ford e mais de 4.000 soldados.

Além disso, realizaram dezenas de ataques contra supostas «narcolanchas», onde assassinaram mais de 100 pessoas. A essa mobilização somou-se o bloqueio naval à Venezuela em meados de dezembro.

A justificação da operação militar do governo dos Estados Unidos foi impedir o tráfico de drogas para o seu território. No entanto, poucas horas depois de se conhecer a natureza da manobra, esta mereceu a rejeição maioritária da comunidade internacional, qualificada como uma violação flagrante do direito internacional.

Fonte:

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