Cuba

Destacam a contribuição dos combatentes cubanos para a independência de Angola

Luanda, 9 de dezembro (Cuba Soberana) A contribuição dos combatentes cubanos para a independência de Angola foi destacada hoje na cerimónia realizada em Luanda em comemoração aos 69 anos das Forças Armadas Revolucionárias (FAR) da nação caribenha.

Na presença do embaixador cubano, Oscar León, o tenente-general Manuel Payva, em representação do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas, agradeceu profundamente à ilha e sublinhou que a relação bilateral transcende a cooperação e se baseia na amizade.

Ele acrescentou que essa irmandade e solidariedade foram forjadas no calor da luta e dos sacrifícios compartilhados e reiterou, meio século após a chegada dos internacionalistas cubanos a terras angolanas, a eterna gratidão àqueles que resistiram lado a lado com o povo, às forças que tentaram frustrar a independência.

«Os cubanos estiveram ao nosso lado nos momentos mais difíceis, não apenas os soldados, mas também professores, médicos, construtores… É uma epopeia sem igual que permanecerá viva na nossa memória colectiva e será inspiração para as novas gerações», afirmou.

Payva expressou o interesse comum em fortalecer as relações bilaterais e manifestou solidariedade ao povo da nação caribenha diante dos danos causados pelo furacão Melissa.

O adido militar da Embaixada de Cuba em Angola, coronel Enrique Kindelán, relembrou a história do surgimento das FAR, em 1956, no calor da luta contra a tirania de Fulgencio Batista (1952-1958).

Ele destacou que, desde a vitória da Revolução cubana, em 1º de janeiro de 1959, as FAR sempre estiveram ao lado do povo enfrentando as agressões dos Estados Unidos e os momentos difíceis, como a actual situação de emergência provocada pela recente passagem de um ciclone tropical.

Afirmou que Cuba continuará a ser um bastião de solidariedade, como demonstrou aqui em Angola, e recordou marcos da presença militar cubana para, juntamente com os angolanos, defender a independência e a integridade territorial do país.

Dedicou também algumas palavras ao fundador das FAR e líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro, cujo centenário de nascimento será comemorado no próximo ano, e convidou a celebrar juntos a data, mas acima de tudo a manter vivas as suas ideias.

O secretário-geral da Federação de Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, brigadeiro Vicente Junior, também participou do evento e manifestou total solidariedade com Cuba e seu exército irmão, com o qual compartilharam a defesa do território nacional.

Em representação do Fórum dos Ex-Combatentes da Batalha de Cuito Cuanavale, Manuel Fernández Patiasca recordou a sua participação na batalha de Kifangondo, travada em 1975, onde a participação dos cubanos foi decisiva para repelir as forças invasoras e declarar a independência.

Na cerimónia, que contou também com a presença do tenente-general Remígio do Espírito Santo, segundo comandante do Exército angolano, membros do corpo diplomático, adidos militares e membros de organizações de solidariedade com Cuba, a Embaixada entregou um reconhecimento ao Memorial da Batalha de Kifangondo.

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