
“O desânimo está no auge”: a popularidade de Macron e Merz desce para níveis históricos
A popularidade do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, também caiu para 20 %.
O presidente francês, Emmanuel Macron, e o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Friedrich Merz, enfrentam elevados índices de rejeição nos seus respectivos países, de acordo com inquéritos recentes.
Em França, Macron atingiu apenas 16 % de opiniões favoráveis, o seu nível mais baixo desde que foi eleito. Perdeu 5 pontos em relação a julho e acumula 81 % de opiniões desfavoráveis, de acordo com o barómetro Ipsos-BVA-CESI do La Tribune Dimanche.
“Emmanuel Macron atinge o nível de François Hollande. O desânimo está no auge“, afirmou Brice Teinturier, director-geral adjunto da Ipsos-BVA, atribuindo a queda às dificuldades orçamentais, à diminuição do poder de compra e a disfunções gerais.
A popularidade do seu primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, também caiu para 20 %.
Entretanto, apenas 14 % dos alemães consideram Merz um chanceler adequado, de acordo com uma sondagem do instituto INSA para o Bild. A popularidade de Merz desceu drasticamente desde meados de 2025, altura em que mais de 30 % se mostravam satisfeitos com o seu trabalho, para apenas 16 % no início de setembro deste ano.
78 % dos participantes responderam negativamente à pergunta sobre se Merz continua a ser um chanceler adequado para a Alemanha. Até mesmo 58 % dos simpatizantes da CDU e da CSU — a coligação governamental — manifestaram-se contra ele, e apenas 36 % a seu favor.
Além disso, em França, cresce o descontentamento em relação a todos os candidatos presidenciais analisados, incluindo Jean-Luc Mélenchon (70 % de rejeição), Marine Le Pen (52 %) e Gabriel Attal (60 %).
Na Alemanha, o líder da CSU, Markus Söder, lidera as intenções de voto com 31 %, seguido por Hendrik Wüst (20 %) e Alexander Dobrindt (13 %).
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