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O Irão confirma os seus novos ataques contra três bases militares dos EUA no Médio Oriente

O CGRI atacou a base aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, e a base de Sheikh Isa, no Bahrein, bem como as bases de Ali Al Salem e Ahmed Al Jaber, no Kuwait.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (CGRI) confirmou na madrugada desta segunda-feira ter lançado um ataque de retaliação contra a base aérea norte-americana Príncipe Hassan, na Jordânia.

O ataque foi levado a cabo em resposta a «uma agressão» dos EUA contra bases costeiras das Forças Armadas iranianas depois de a Marinha do CGRI ter lançado «uma operação […] para interceptar duas embarcações infratoras que tinham colocado em risco a navegação no Estreito de Ormuz ao desativarem os seus sistemas e navegarem por rotas ilegais».

«Na primeira fase da resposta a estes actos de agressão», os combatentes do CGRI «incendiaram vários grandes depósitos de mísseis e instalações de armazenamento de combustível na base aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, através de ataques com mísseis e drones», indicou. O grupo acrescentou que «a operação de retaliação dos combatentes continua em curso».

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Em seguida, o CGRI informou que uma segunda base na região também se tornou alvo dos ataques. «Os combatentes aeroespaciais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, na segunda fase da sua contra-operação, destruíram importantes centros de reparação e manutenção de helicópteros, o hangar dos aviões de guerra eletrónica P-8 e o centro de comando e controlo de drones do Exército dos EUA na base norte-americana de Sheikh Isa, no Bahrein», revelou a organização.

A operação de retaliação continua“, afirmou o CGRI.  Mais tarde, em declarações separadas, a organização anunciou que «na terceira fase da operação de retaliação […] a Força Aeroespacial do CGRI destruiu completamente depósitos de combustível e sistemas de defesa aérea Patriot na  na base norte-americana de Ali Al Salem, bem como um sistema de radar estratégico FPS na base Ahmed Al Jaber“, ambas no Kuwait.

O Estreito de Ormuz é o nosso território, e não permitiremos  que um exército fora-da-lei e assassino de crianças, vindo do outro lado do mundo, continue com a sua ingerência ilegal na zona“, concluiu.

“Um objetivo legítimo»

Anteriormente, Teerão exortou países terceiros a não permitirem que os EUA utilizem os seus territórios para atacar o Irão, uma vez que, caso contrário, se tornarão «um alvo legítimo para as ações defensivas» do país persa.

«Ao mesmo tempo que reafirma a sua determinação em defender a soberania e a integridade territorial do Irão face a qualquer agressão militar por parte dos Estados Unidos ou de qualquer outro agressor, a República Islâmica do Irão adverte contra qualquer forma de participação ou cooperação com as partes agressoras», reza um comunicado  emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.

O organismo salientou que, «nos termos do direito internacional, os países vizinhos têm a obrigação de impedir que as partes agressoras utilizem o seu território e as suas instalações para perpetrar agressões militares contra o Irão». Caso contrário, os países que facilitarem «qualquer ataque» contra o Irão «constituirão um alvo legítimo para as acções defensivas das corajosas Forças Armadas da República Islâmica do Irão», afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

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