PSUV aponta a DEA como o maior cartel mundial de drogas
Durante a Assembleia Plenária Extraordinária do partido, Diosdado Cabello advertiu que a Revolução Bolivariana mantém o seu carácter pacífico, mas armado, diante da escalada de agressões imperialistas que buscam destruir o processo transformador venezuelano.
A Venezuela elevou nesta quinta-feira, 11 de setembro, o tom das suas denúncias contra o imperialismo norte-americano durante a Plenária Extraordinária do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), onde o secretário-geral do partido, Diosdado Cabello, apontou directamente a Administração de Controlo de Drogas (DEA) como «o maior cartel de drogas do mundo» e alertou sobre um plano sistemático para acabar com a Revolução Bolivariana.
Cabello questionou a narrativa antidrogas de Washington com dados contundentes da agência contra as drogas e o crime da Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com esses números oficiais, os Estados Unidos concentram a sua frota naval atacando rotas por onde supostamente transitam apenas 5% das drogas colombianas, enquanto ignoram o Pacífico, por onde sai 87% dessas drogas.
“Qual é o maior cartel de drogas do mundo? A DEA”, afirmou Cabello, que sublinhou que “nenhum de vocês viu, nem mesmo em filmes, a captura ou a destruição de um cartel de drogas nos Estados Unidos”.
O alto dirigente revolucionário lembrou as palavras do comandante Hugo Chávez sobre o caráter da transformação venezuelana: “Esta é uma revolução pacífica, mas armada”. Esta frase resume a posição oficial diante das crescentes ameaças externas.
Cabello apelou ao PSUV e aos partidos do Grande Polo Patriótico para que “tomem uma decisão” face ao contexto de hostilidade. “O imperialismo está decidido a atacar-nos”, advertiu o líder, que invocou a resistência histórica do povo venezuelano, citando «os nossos caciques, mulheres e homens que enfrentaram o conquistador espanhol».
Inconsistências na luta antidrogas dos EUA.
O governo venezuelano questionou o uso de “força letal” contra embarcações em alto mar durante operações supostamente antidrogas. Na mesma linha, Cabello contrastou esses métodos com os protocolos estabelecidos pelo direito internacional para casos de detecção de narcóticos.
“O que é que se costuma fazer quando se detectam drogas? Bombardear o barco ou apreendê-lo para determinar a quantidade de drogas que transporta?”, questionou o líder, que criticou o facto de os meios de comunicação internacionais terem adoptado imediatamente “a mensagem oficial do imperialismo» sem mostrar «dúvida razoáve”» sobre os factos.
El Plan desarrollado por #EstadosUnidos 🇺🇸 en su escalada contra #Venezuela 🇻🇪 se cumple acorde a los objetivos de la Administración #DonaldTrump. Campañas de propaganda incriminando al presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, Más información aquí 📲: https://t.co/tViIdEHPSU pic.twitter.com/64PAGCf4hm
— teleSUR TV (@teleSURtv) September 10, 2025
O vice-presidente sectorial também destacou que a Venezuela “não tem plantações de folhas de coca nem de maconha em nenhum lugar” e é “um território livre de laboratórios para o processamento” de drogas, de acordo com relatórios das Nações Unidas. Esses números contrastam com as acusações de Washington sobre supostas operações de tráfico de drogas venezuelanas.
Unidade nacional
Os altos líderes venezuelanos vem a denunciar uma escalada de agressões que vão desde ameaças rectóricas até acusações de terrorismo e tráfico de drogas. Segundo Cabello, eles tentaram apresentar a Venezuela como “inimiga do povo americano” e responsável por “dirigir o tráfico mundial de drogas”.
#ENFOTOS | Plenaria Extraordinaria del PSUV en Caracas.
— teleSUR TV (@teleSURtv) September 11, 2025
Diosdado Cabello, como parte de su discurso denunció la agresión imperialista contra #Venezuela 🇻🇪 y llamó a la unidad popular frente a las presiones internacionales pic.twitter.com/LxfVxZ2EuZ
Para contextualizar a situação actual, o secretário-geral do PSUV citou o discurso de Simón Bolívar perante a Sociedade Patriótica em 4 de julho de 1811, quando o Libertador exortou à união pela independência da Espanha. “Unir-nos para descansar, para dormir nos braços da apatia, ontem era uma diminuição, hoje é uma traição”, parafraseou Cabello.
O líder lembrou que a Venezuela possui “petróleo, gás, ouro e água”, mas enfatizou que o país também tem “dignidade”.
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