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Que efeitos poderão ter as tarifas aduaneiras de Trump na economia mexicana?

As novas tarifas comerciais poderão afectar o peso e sectores-chave da economia do país latino-americano.

As novas tarifas de 30% impostas pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, sobre as importações mexicanas poderão afectar o peso e ter um impacto negativo no Acordo México-EUA-Canadá (T-MEC), alertam os analistas.

Embora as tarifas ainda não tenham entrado em vigor, o seu impacto poderá refletir-se na próxima taxa de câmbio do peso em relação ao dólar. O Milenio informa que, em ocasiões anteriores, as tarifas causaram grande volatilidade no mercado de câmbio.

Em março, após o anúncio das tarifas sobre o cobre, o peso caiu para 20,71 por dólar, enquanto em julho a moeda mexicana já apresentava uma desvalorização de 0,30%, fechando em 18,65 unidades por dólar.

Os possíveis efeitos incluem uma pressão adicional sobre sectores-chave como as indústrias automóvel, agroindustrial e electrónica, bem como possíveis ajustamentos na política monetária do Banco do México.

A taxa de câmbio do peso flutuará em função da evolução das negociações entre os governos dos dois países.

Risco para o T-MEC?

Por seu lado, Jorge Molina, antigo negociador do T-MEC, considera que as tarifas impostas têm por objectivo complicar as negociações entre os membros do tratado. “As cartas enviadas pretendem complicar ou mesmo fazer explodir as negociações do T-MEC; a redação desvaloriza os esforços feitos pelo México e pelo Canadá para controlar o tráfico de fentanil”, afirmou. Segundo Molina, Trump insistirá na “necessidade de gerar um novo instrumento que inclua questões comerciais, de segurança e de controlo das fronteiras”.

Por sua vez, Kenneth Smith Ramos, antigo negociador principal do T-MEC, salienta que “para além dos direitos aduaneiros anunciados de 30%, existem investigações de segurança nacional que poderão conduzir a direitos aduaneiros em sectores-chave”, tais como “camiões pesados, turbinas e componentes para aviões, cobre, madeira, minerais e produtos farmacêuticos”.

Resposta de Sheinbaum

A Presidente do México, Claudia Sheinbaum, mostrou-se confiante num acordo com os EUA antes de 1 de agosto. Por seu lado, o Secretário da Economia mexicano, Marcelo Ebrard, considerou os direitos aduaneiros americanos “um tratamento injusto”, reiterando o desacordo do Governo mexicano.

Fonte:

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