Venezuela

Querales: “A defesa do poder comunitário na Venezuela é crucial neste momento histórico”

A consulta popular realizada na Venezuela neste domingo «é uma mensagem clara para o mundo sobre a soberania e a democracia participativa do povo», destacou o advogado internacionalista Douglas Querales.

Neste domingo, 23 de novembro, o povo venezuelano afluiu às urnas e participou na quarta e última Consulta Nacional do Povo do ano, um mecanismo de democracia participativa através do qual mais de 5.336 Circuitos Comunitários escolhem entre 36.674 propostas comunitárias para sua execução com financiamento estatal.

Em entrevista à teleSUR, o advogado internacionalista Douglas Querales explicou o quadro constitucional e político do processo: “A soberania e a paz são conceitos inseparáveis na democracia bolivariana. A soberania, que reside no povo, é fundamental para alcançar a verdadeira paz na Venezuela.

Ele acrescentou que a Constituição da República Bolivariana da Venezuela estabelece que a soberania reside intransferivelmente no povo, o que reforça a democracia participativa.

Dos projectos pré-selecionados em assembleias básicas, os dois primeiros de cada circuito receberão financiamento estatal, o que permitirá a incorporação de 10.662 novos projetos à lista de iniciativas já aprovadas e executadas nos últimos 18 meses, o que equivale a 23.000.

A consulta faz parte do Plano das 7 Transformações 2025-2031, uma iniciativa que busca fortalecer a democracia líder e promover a construção coletiva do futuro do país a partir das bases populares.

Nesse sentido, Querales apontou que a quarta consulta nacional de participação comunitária permite que o povo escolha projectos decorrentes do debate em assembleias, demonstrando um exercício democrático profundo e directo. “O Estado comunal é o objectivo para o qual a Venezuela está a caminhar, destacando a importância do exercício democrático na construção do país por 26 anos”, disse.

O analista ressaltou que o povo venezuelano está a construir um autogoverno por através das suas organizações comunitárias, promovendo uma verdadeira democracia, em contraste com as democracias neoliberais, que “limitam o exercício do governo”. Em sua opinião, “a construção heroica do autogoverno permite que a comunidade defina regulamentos que regulam as relações entre os vizinhos, fortalecendo a democracia local”.

O exercício pleno das funções governamentais é crucial, pois vai além de simplesmente permitir que o povo vote nas eleições. “As autoridades locais, como os juízes da paz e os legisladores, são fundamentais para enfrentar problemas socio-productivos e apresentar projectos no território”, disse.

Querales ressaltou que a Constituição promove a democracia directa como meio para construir a paz e exercer plenamente a soberania do povo, e que a participação comunitária é fundamental nesse processo, demonstrando a consciência cidadã.

“As assembleias comunitárias são essenciais para escolher projetos e garantir que as agências governamentais obedeçam às decisões do povo. Isso fortalece a democracia participativa”, afirmou.

No contexto internacional, o advogado ressaltou que a luta contra o imperialismo norte-americano é uma questão central na actual conjuntura histórica, uma vez que “encoraja a soberania e os direitos internacionais dos povos”. Ele acrescentou que “a defesa do poder comunitário na Venezuela é crucial neste momento histórico. É uma mensagem clara para o mundo sobre a soberania e a democracia participativa do povo”.

Por fim, Querales considerou que a situação atual gera medo no imperialismo norte-americano, tendo em vista que “a democracia na Venezuela se manifesta como um verdadeiro governo do povo e para o povo”.

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