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Sheinbaum: Não queremos intervenção de nenhum governo estrangeiro no México

A mandatária mexicana sublinhou que a cooperação em matéria de segurança com Washington se baseia no respeito pela soberania e pela territorialidade, descartando qualquer ação militar estrangeira, apesar da insistência do presidente norte-americano.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reafirmou na manhã desta terça-feira, 18 de novembro, a rejeição de uma intervenção antidrogas norte-americana, após as declarações de seu par norte-americano, Donald Trump, sobre possíveis ataques unilaterais contra os cartéis em território mexicano.

Sheinbaum lembrou que, em suas conversas com Trump desde o início de seu segundo mandato em janeiro de 2025, ele expressou sua rejeição de um desdobramento militar. Ele acrescentou que reiterou essa posição sempre que o magnata sugeriu uma intervenção para combater o crime organizado.

“Não queremos intervenção de nenhum governo estrangeiro”, disse a presidente, lembrando que “a última vez que os Estados Unidos intervieram militarmente no México, no século XIX, tomou metade do território”.

A presidente mexicana foi enfática ao explicar que, embora Washington tenha oferecido ajuda militar se o país vizinho solicitar, isso não acontecerá. “Não vamos pedir, porque não queremos intervenções de nenhum governo estrangeiro”, disse Sheinbaum.

“Eu disse em todas as ocasiões que podemos colaborar, que pode ajudar com informações que eles têm, mas que operamos em nosso território, que não aceitamos uma intervenção de qualquer governo estrangeiro”, disse Sheinbaum na conferência de imprensa.

A chefe do Executivo afirma que a sua posição se enquadra num acordo bilateral de segurança alcançado com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em setembro passado. “Eu disse isso por telefone, dissemos isso ao Departamento de Estado, a Marco Rubio, e eles entenderam”, enfatizou a presidente.

2“, precisou a governante.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira, 17 de novembro, na Casa Branca, que poderia lançar ataques contra o México para impedir a entrada de drogas no seu país. “Eu lançaria ataques no México para deter o narcotráfico? Não tenho problema! Faremos o que for necessário para detê-lo“, declarou o mandatário.

A posição dos Estados Unidos baseia-se na afirmação de Rubio, que apontou que há zonas do México”«controladas e governadas por cartéis”, onde o seu poder supera o das forças da ordem.

Desde setembro de 2025, o Exército dos Estados Unidos destruiu pelo menos vinte barcos no Caribe e no Pacífico, perto da Venezuela e da Colômbia, matando mais de 70 pessoas, que classificou como supostos narcoterroristas.

Da mesma forma, nos últimos meses, sectores conservadores nos Estados Unidos têm pressionado por uma resposta mais agressiva contra o narcotráfico, enquanto o México insiste que a cooperação bilateral deve se concentrar no intercâmbio de inteligência, na redução do tráfico de armas e no respeito absoluto à soberania.

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