Venezuela agradece apoio da China diante das ameaças dos Estados Unidos
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Yván Gil, destacou que valorizavam o apelo da China "à não ingerência nos assuntos internos da Venezuela e ao fim das hostilidades e violações do direito internacional por parte do Governo dos Estados Unidos".
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil Pino, agradeceu em nome do presidente Nicolás Maduro ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da China pelas declarações de solidariedade à Venezuela, emitidas nesta quarta-feira em uma coletiva de imprensa.
“Em nome do presidente Nicolás Maduro, expressamos o nosso mais sincero agradecimento à República Popular da China pelo seu apoio inabalável ao direito da América Latina e das Caraíbas de serem respeitadas como uma Zona de Paz, tal como declarado na CELAC em 2014”, reconheceu o político venezuelano no seu canal do Telegram.
Da mesma forma, Yvan Gil agradeceu a posição tomada pelo país asiático face à agressão e ao destacamento militar dos Estados Unidos no mar das Caraíbas, o que, nas palavras de Donald Trump, poderia escalar para uma acção directa contra a nação bolivariana. A China classificou nas suas declarações como uma ingerência de forças internas nos assuntos internos da Venezuela.
Na mensagem, o ministro venezuelano acrescentou que valorizavam “o seu firme apelo à não ingerência nos assuntos internos da Venezuela e ao fim das hostilidades e violações do direito internacional por parte do Governo dos Estados Unidos”.
Mao Ning, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, destacou nesta quarta-feira que Pequim se opõe a qualquer acção que afecte a soberania e a segurança de qualquer país, bem como que descumpra o estabelecido na Carta das Nações Unidas e os princípios da organização. Da mesma forma, apelou aos Estados Unidos para que envidem esforços para promover a paz na região latino-americana.
Há alguns dias, os Estados Unidos revelaram, através do seu secretário de Guerra, Pete Hegseth, a operação “Lança do Sul” como reforço à sua hipotética guerra contra o narcotráfico. Essas acções bélicas desenvolvidas no Mar do Caribe e no Pacífico custaram a vida de mais de 80 pessoas de forma extrajudicial.
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